Metroviários terão que rodar com 40% da frota em dia de greve geral

Justiça determinou que a categoria garanta os serviços essenciais à população nesta sexta-feira (14/06/2019)

JP RODRIGUES/METRÓPOLESJP RODRIGUES/METRÓPOLES

atualizado 13/06/2019 22:19

A 5ª Vara de Fazenda Pública do DF determinou que os metroviários se abstenham de participar da greve geral contra a reforma da Previdência, prevista para esta sexta-feira (14/06/2019). A juíza de direito substituta Acácia Regina Soares de Sá deferiu liminar ajuizada pelo Governo do Distrito Federal (GDF) e determinou que os funcionários do Metrô-DF mantenham em circulação pelo menos 40% da frota. A multa diária em caso de descumprimento da liminar é de R$ 250 mil para o sindicato da categoria.

A decisão da juíza atende parcialmente o pedido do GDF. A Procuradoria-Geral do Distrito Federal pediu que fosse determinado um percentual mínimo de 90% dos trabalhadores em seus postos, mas a magistrada concedeu 40%. A categoria está em greve desde 2 de maio e completou 41 dias de paralisação nesta quinta-feira (13/06/2019). Os metroviários têm mantido 30% da frota, mas nesta sexta, dia de greve geral em todo o país, terão que manter 10% a mais.

Na ação, o DF alegou que a paralisação total dos transportes públicos coletivos fere o direito fundamental da coletividade à locomoção e compromete a prestação de serviços públicos, como os de saúde e educação.

A deliberação da juíza estende-se aos serviços de rodoviários e ferroviários. No entanto, uma decisão da Justiça do Trabalho já determinava que os ônibus funcionassem com 100% da frota.

Descumprimento

Apesar da determinação judicial do Tribunal Regional do Trabalho (TRT), dirigentes do Sindicato dos Rodoviários orientaram a categoria a manter a greve. Em um grupo de WhatsApp com trabalhadores, diretores pedem que motoristas e cobradores permaneçam em casa e que nenhum empregado compareça aos terminais rodoviários. Conforme as mensagens, representantes sindicais estarão na porta das garagens das empresas para impedir a saída dos ônibus.

Alguns, porém, demonstraram preocupação com os próprios empregos e chegaram a divulgar uma proposta, que viralizou nas redes sociais: sugere-se aos empresários que substituam um grevista por um desempregado.

O Metrópoles vem tentando contato com o presidente do sindicato e com dois diretores da entidade desde o meio da tarde desta quinta-feira (13/06/2019), mas eles não atenderam aos telefonemas nem responderam às mensagens.

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