Justiça proíbe greve dos rodoviários nesta sexta-feira no DF

Decisão do TRT-10 determina ainda que 100% da frota circule no dia em que dezenas de categorias vão cruzar os braços em todo o país

Igo Estrela/MetrópolesIgo Estrela/Metrópoles

atualizado 13/06/2019 20:47

A Justiça do Trabalho concedeu às empresas de ônibus do Distrito Federal liminar que determina o funcionamento integral do transporte nesta sexta- feira (14/06/2019).

A desembargadora Maria Regina Machado Magalhães, do Tribunal Regional do Trabalho da 10ª Região (TRT-10), deferiu pedido das companhias Urbi, Piracicabana, Marechal, Expresso São José e Pioneira.

A magistrada determina que 100% dos coletivos rodem no dia da greve geral contra a reforma da Previdência. A multa por descumprimento é de R$ 100 mil por empresa afetada.

“Para evitar prejuízo à comunidade do DF, que necessita dos serviços do transporte coletivo urbano, defiro a tutela de urgência”, justificou a desembargadora na decisão.

Conforme o Metrópoles antecipou nessa segunda-feira (10/06/2019), motoristas e cobradores haviam decidido aderir ao movimento grevista. Contudo, segundo as empresas, o sindicato dos trabalhadores não havia notificado as companhias sobre a paralisação, contrariando o que determina a legislação.

Descumprimento
Apesar da determinação judicial do TRT, dirigentes do Sindicato dos Rodoviários orientaram a categoria a manter a greve. Em um grupo de WhatsApp com trabalhadores da categoria, diretores pedem que motoristas e cobradores permaneçam em casa e que nenhum empregado compareça aos terminais rodoviários.

Conforme as mensagens, representantes sindicais estarão na porta das garagens das empresas para impedir a saída dos ônibus.

Alguns, porém, demonstraram preocupação com os próprios empregos e chegaram a divulgar uma proposta, que viralizou nas redes sociais: sugere-se aos empresários que substituam um grevista por um desempregado.

O Metrópoles vem tentando contato com o presidente do sindicato e com dois diretores da entidade desde o meio da tarde desta quinta-feira (13/06/2019), mas eles não atenderam aos telefonemas nem responderam às mensagens.

 

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Paralisações

Se as previsões de sindicatos, confederações e federações se confirmarem, serviços públicos essenciais de Brasília vão parar nesta sexta-feira. Diversas categorias do Distrito Federal e os servidores federais decidiram aderir ao movimento, batizado de greve geral. A paralisação é contra a reforma da Previdência, em trâmite na Câmara dos Deputados.

Apesar de os rodoviários estarem proibidos de suspender os trabalhos, servidores da Companhia do Metropolitano do Distrito Federal (Metrô-DF), que já estão há mais de mês com as atividades reduzidas, permanecerão em esquema reduzido.

A educação também será impactada: professores confirmaram que cruzarão os braços na sexta. Param também os funcionários do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), inviabilizando a abertura de postos de atendimento espalhados pelas regiões administrativas.

Servidores do Na Hora, do Zoológico, do Departamento de Trânsito (Detran-DF), da Companhia de Saneamento Ambiental (Caesb), entre outros, também prometem não ir aos postos de trabalho. O mesmo se aplica a servidores de ministérios, autarquias, fundações e outros órgãos e entidades vinculados ao governo federal.

O Sindicato dos Servidores Públicos Civis da Administração Direta, Autarquias, Fundações e Tribunal de Contas do DF (Sindireta) também votou por participar da greve geral. Com a adesão, ficam parados ainda o Serviço de Limpeza Urbana (SLU), a Defensoria Pública, a Procuradoria e o Transporte Urbano do Distrito Federal (DFTrans).

Em contrapartida, médicos, enfermeiros, auxiliares de saúde, policiais federais, militares e civis optaram, até o momento, por não participar do movimento. Além de reivindicações contra a reforma da Previdência, as categorias são desfavoráveis a privatizações. Pedem ainda mais empregos, acesso democrático e popular à terra e igualdade de direitos.

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