Greve geral: Justiça determina manutenção de 50% da coleta de lixo

Em caso de descumprimento da decisão, o sindicato que representa a categoria está sujeito ao pagamento de multa de R$ 200 mil

Hugo Barreto/MetrópolesHugo Barreto/Metrópoles

atualizado 13/06/2019 21:19

O juiz Antônio Umberto de Souza Júnior, do Tribunal Regional do Trabalho da 10ª Região (TRT-10), determinou que a coleta de lixo no Distrito Federal seja mantida com pelo menos 50% dos trabalhadores da área durante a greve geral marcada para esta sexta-feira (14/06/2019).

No caso do lixo hospitalar, o serviço deverá ser realizado por 100% do efetivo. Se a decisão for descumprida, o sindicato que representa a categoria está sujeito ao pagamento de multa de R$ 200 mil.

O pedido de tutela cautelar antecedente foi apresentado pela empresa Valor Ambiental. O juiz entendeu que “a coleta de lixo está no rol de atividades essenciais”.

“Há dois níveis distintos de necessidades inadiáveis da comunidade a serem respeitados: a coleta do lixo hospitalar, que há de ser ininterrupta, pelos graves riscos à saúde pública que a exposição de tais dejetos pode propiciar; e a coleta de lixo comum, cuja eventual irregularidade não traz a mesma carga de transtornos”, justificou o magistrado.

Rodoviários

Mais cedo, a Justiça do Trabalho concedeu às empresas de ônibus do Distrito Federal liminar que determina o funcionamento integral do transporte nesta sexta- feira (14/06/2019).

Apesar de os rodoviários estarem proibidos de suspender os trabalhos, servidores da Companhia do Metropolitano do Distrito Federal (Metrô-DF), que já estão há mais de mês com as atividades reduzidas, permanecerão em esquema reduzido.

A educação também será impactada: professores confirmaram que cruzarão os braços na sexta. Param também os funcionários do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), inviabilizando a abertura de postos de atendimento espalhados pelas regiões administrativas.

Servidores do Na Hora, do Zoológico, do Departamento de Trânsito (Detran-DF), da Companhia de Saneamento Ambiental (Caesb), entre outros, prometem não ir aos postos de trabalho. O mesmo se aplica aos de ministérios, autarquias, fundações e outros órgãos e entidades vinculados ao governo federal.

O Sindicato dos Servidores Públicos Civis da Administração Direta, Autarquias, Fundações e Tribunal de Contas do DF (Sindireta) também votou por participar da greve geral. Com a adesão, ficam parados ainda o Serviço de Limpeza Urbana (SLU), a Defensoria Pública, a Procuradoria e o Transporte Urbano do Distrito Federal (DFTrans).

SOBRE OS AUTORES
Lilian Tahan

Dirige desde setembro de 2015 o site de notícias Metrópoles. É formada em comunicação social pela Universidade de Brasília (UnB), com especialização em jornalismo digital e gestão de empresa de comunicação pela ISE Business School, instituição vinculada à Universidade de Navarra, na Espanha. Antes do Metrópoles, trabalhou por 12 anos no Correio Braziliense e dois anos na revista Veja Brasília. Ao longo da carreira, conquistou prestigiados prêmios de jornalismo, como Esso, Embratel, CNT, CNI, AMB, MPT, Engenho.

Gabriella Furquim

Formada em jornalismo pela Universidade de Brasília (UnB), com experiência em redação, assessoria de imprensa e gestão de comunicação. Atua na área desde 2009. Integrou as equipes de reportagem e edição dos jornais Correio Braziliense e Aqui DF. Em 2014, coordenou a comunicação da Associação Nacional dos Centros de Defesa da Criança e do Adolescente, Seção Defence for Children Brasil (Anced/ DCI Brasil), e do projeto internacional Red de Coaliciones Sur. De 2015 a 2017, foi assessora de imprensa do governador de Brasília, Rodrigo Rollemberg.

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