GDF entra em nova fase de negociação com PMs e bombeiros

Uma série de decisões do governo causou desconforto entre as categorias, mas recente conversa apaziguou a situação

Material cedido ao MetrópolesMaterial cedido ao Metrópoles

atualizado 03/07/2019 20:43

Uma conversa informal na Câmara dos Deputados com o governador em exercício do Distrito Federal, Paco Britto (Avante), apaziguou, por ora, os ânimos de policiais e bombeiros militares. Coordenador do Fórum das Associações de Policiais e Bombeiros Militares, o coronel Mauro Brambilla se mostrou otimista com a postura de Paco, que sinalizou diálogo aberto com as categorias. O encontro ocorreu nessa terça-feira (02/07/2019), antes da sessão solene de homenagem ao Dia do Bombeiro Brasileiro. 

Uma série de decisões do Governo do Distrito Federal (GDF) causou desconforto entre os integrantes das duas corporações e estremeceu a relação do Executivo local com as entidades. Segundo Brambilla, Paco garantiu canais mais francos de diálogos. “A gente não quer entrar em rota de colisão. Estamos ansiosos, preocupados, mas não ao ponto de atacar”, afirmou. 

Entre as ações criticadas, estão a criação de um grupo de trabalho para transformar o Centro Médico da Polícia Militar no Hospital da Segurança Pública, que passaria a atender servidores da Polícia Civil e do Corpo de Bombeiros, e o estudo da extinção das pecúnias oriundas das licenças-prêmio não gozadas. No caso do fim do benefício em dinheiro, como se trata de força de segurança, custeada com recursos do Fundo Constitucional do DF, a medida precisa passar pelo Congresso Nacional para valer.

Reajuste

As categorias também querem o mesmo reajuste de 37% prometido para a Polícia Civil, referente à paridade com a Polícia Federal. 

Paco pontuou que o governo “nunca esteve de portas fechadas para o diálogo”. “Tudo será debatido com as associações de classe”, prometeu. “Nós falamos sobre a pecúnia. Disse que vamos escutar todos”, contou.

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