Fundo rural do DF é reestruturado com ampliação de linhas de crédito
Aprovada pela CLDF nesta terça-feira (30/6), alteração no Fundo Distrital de Desenvolvimento Rural tem foco no protagonismo feminino

Deputados distritais aprovaram, nesta terça-feira (30/6), um projeto de lei que reestrutura o Fundo Distrital de Desenvolvimento Rural (FDR) para alinhar a iniciativa às novas realidades jurídicas e às demandas atuais do setor produtivo rural. A mudança tem foco especial no protagonismo feminino e na sustentabilidade ambiental.
De autoria do Poder Executivo, o texto aprovado pela Câmara Legislativa (CLDF) revê organização do FDR em três modalidades principais: FDR-Social, FDR-Crédito e FDR-Aval.
Conforme o texto, “a iniciativa visa ampliar a produção e a produtividade agropecuária, aumentar a renda, fortalecer a segurança alimentar e promover a permanência sustentável do trabalhador no meio rural”.
Dentro da modalidade do FDR-crédito, foram criadas quatro submodalidades estratégicas para atender diferentes perfis de produtores:
- FDR-Mulher: destinado exclusivamente a mulheres rurais chefes de família, visando apoiar o empreendedorismo feminino e o desenvolvimento de atividades sob sua liderança. A iniciativa prevê condições diferenciadas para produtoras, como ajustes nas taxas de juros, criação de faixas especiais de financiamento e facilidades em períodos estratégicos
- FDR-Mudanças Climáticas: focado em apoiar práticas agropecuárias de baixa emissão de carbono, seguindo as diretrizes do Plano ABC+ DF, da Secretaria de Meio Ambiente (Sema-DF).
- FDR-Associação/Cooperativa: financiamento para organizações de produtores familiares e assentados da reforma agrária, focado na aquisição de maquinário e equipamentos.
- FDR-Estrutura Rural: substitui o antigo FDR-Habitação, ampliando o crédito para infraestrutura básica, hídrica, recuperação de nascentes e habitação rural.
O público que for beneficiado por essas novas linhas de crédito terá prazos de pagamento de até 15 anos, incluindo um período de carência que pode chegar a três anos.
Além disso, a futura lei, se sancionada, permitirá que um mesmo beneficiário seja contemplado com mais de um projeto, desde que respeitados os limites estabelecidos.

Receba no seu email as notícias de Metrópoles DF
Frequência de envio: Diário
Ver todasAjuste orçamentário
A atualização da lei foi necessária devido a uma mudança na arrecadação do Distrito Federal.
Anteriormente, a principal fonte do FDR eram as taxas de arrendamento de terras públicas geridas pela Secretaria de Agricultura (Seagri). No entanto, como esses contratos passaram a ser firmados majoritariamente com a Terracap, o repasse desses recursos ao fundo foi interrompido, gerando uma crise financeira na execução das metas rurais.
Para sanar o problema, a nova lei diversifica as fontes de receita, incluindo dotações orçamentárias, doações e taxas de serviços financeiros.
A administração do fundo permanecerá sob a responsabilidade da Seagri-DF, contando com uma Secretaria Executiva e uma Câmara Técnica composta por servidores efetivos para assessorar as decisões.
Os custos de operação realizados pelo BRB foram limitados a até 2% do saldo médio anual das operações.
Aprovado na Casa legislativa, o texto segue agora para sanção da governadora Celina Leão (PP).


