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Distrito Federal

Familiares de ciclista morto no DF vão colocar ghost bike na BR-070

Leandro Pereira Carlos foi atropelado por um motorista bêbado enquanto ia trabalhar no último domingo (20/6). Homenagem será neste sábado

25/06/2021 16:23
Arquivo pessoal
Leandro Pereira Carlos

Familiares e amigos do ciclista Leandro Pereira Carlos, de 32 anos, que morreu atropelado na BR-070 no último domingo (20/6), vão fazer uma manifestação na manhã deste sábado (26/6) e colocar uma ghost bike no local do acidente.

De acordo com o primo da vítima, o autônomo Wallison Almeida, 22, grupos de ciclistas também participarão do ato. O encontro será às 7h30, na Praça da Bíblia, P Norte. De lá, todos irão até a residência em que Leandro morava com os avós e a irmã, na QNO 18, conjunto 75, casa 23, e sairão às 8h, em direção ao local do acidente, no km 8 da BR-070, em frente ao Atacadão Dia a Dia.

“Quem não tem bicicleta poderá ir de moto ou de carro, para acompanhar”, informou o primo.

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De acordo com Wallison, Leandro tinha o hábito de pedalar havia cerca de 6 anos. “Ele ia para o trabalho toda vez de bicicleta. Ela tinha sinalização e ele usava capacete”, disse.

No dia do acidente, Leandro estava saindo de casa para o trabalho, no Hospital Regional de Taguatinga (HRT), onde ele atuava na área de limpeza. Por volta de 5h40, foi atropelado. Uma equipe de 10 militares do Corpo de Bombeiros do DF (CBMDF) ainda atendeu o rapaz e o transportou ao Hospital de Base, mas ele não resistiu.

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“O cara que o atropelou fugiu. Uma pessoa depois achou o carro suspeito no Setor O e tirou uma foto. Acabou que rodou as redes sociais e chegou na gente”, contou o familiar da vítima.
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5 imagens
Carro do motorista que atropelou foi visto por testemunha
Bicicleta ficou amassada
Manifestação será neste sábado (26/6)
Rapaz morreu logo depois
Leandro Pereira Carlos
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Leandro Pereira Carlos

Arquivo pessoal
Carro do motorista que atropelou foi visto por testemunha
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Carro do motorista que atropelou foi visto por testemunha

Reprodução
Bicicleta ficou amassada
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Bicicleta ficou amassada

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Manifestação será neste sábado (26/6)
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Manifestação será neste sábado (26/6)

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Rapaz morreu logo depois
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Rapaz morreu logo depois

Arquivo pessoal
Fiança

No mesmo dia, a família de Leandro procurou a 24ª Delegacia de Polícia (Setor O) e registrou uma ocorrência. Conforme o boletim, uma testemunha fez uma denúncia anônima relatando que, momentos após passar pelo acidente, localizou um veículo Chery QQ branco com o parabrisa quebrado. A denunciante também disse ter visto dois homens em pé próximo ao carro.

Através das informações repassadas e com a imagem publicada nas redes sociais, a polícia chegou à placa do veículo e conseguiu encontrar o motorista. De acordo com o boletim de ocorrência, o condutor teria dito que “ingeriu bebida na festa em que se encontrava”. “Afirmou que grande lapso temporal se passaram quando o acidente ocorreu”, consta no registro.

O motorista também disse aos policiais que acionou o Samu. Na delegacia, ele apresentou um print da ligação para o socorro. Foi arbitrada uma fiança no valor de R$ 5 mil e ele foi liberado.

Para a família, a sensação é de impunidade. “A policia fez o papel dela, mas a gente sente como se ele estivesse impune, porque pagou R$ 5 mil e foi liberado. Será que é isso que vale uma vida?”, desabafou o primo da vítima.

“Ele tinha 32 anos, era um rapaz muito feliz, por onde passava fazia amizade. Tinha uma deficiência auditiva e usava aparelho para escutar, mas onde chegava ele era acolhido, as pessoas gostavam muito dele”, lamenta.