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Antes habituados a refeições sofisticadas, políticos que estão no Complexo Penitenciário da Papuda terão uma alimentação modesta na véspera do Ano-Novo. E, a julgar pelo cardápio, nada de fartura em 2018: lentilhas, uvas frescas e champanhe estão fora do menu de figuras ilustres como os deputados federais Paulo Maluf e Celso Jacob, e o ex-ministro Geddel Vieira Lima.

No Centro de Detenção Provisória (CDP), que abriga parte dos presos da Lava Jato, a previsão é de que sejam servidos arroz com cenoura, feijão em caldo, estrogonofe de frango, batata e suco de frutas no jantar do dia 31 de dezembro. Já no primeiro almoço do ano, as marmitas devem trazer arroz com passas, tutu de feijão, lombo suíno com molho, legumes e suco.

As ceias de Ano-Novo variam conforme as unidades do sistema penitenciário do DF. No Centro de Internamento e Reeducação (CIR) e na Penitenciária do Distrito Federal I (PDF I), detentos receberão pernil ao molho, arroz colorido, feijão e farofa de calabresa na última refeição de 2017. No Centro de Progressão Penitenciária (CPP) e na Penitenciária Feminina do Distrito Federal (PFDF), o menu deve ofertar carne suína em cubos.

Três empresas são responsáveis pela alimentação dos presos da capital da República: Cial, Nutriz e Confere/Máxima. De acordo com a Secretaria da Segurança Pública e da Paz Social (SSP/DF), a decisão de alterar os pratos de rotina dos detentos em razão das datas festivas cabe apenas às contratadas para prestar o serviço. “Ou seja, a Pasta não intervém neste tema”, afirmou.

“Contudo, caso as empresas queiram fazer mudanças no cardápio habitual, os contratos especificam que não deve haver custos adicionais para o Estado e os padrões nutricionais e a quantidade de alimentos devem ser mantidos”, esclareceu.

Cardápio diferenciado
Na véspera do Natal, a promessa era de que o menu especial dos detentos do CDP traria arroz com passas, tutu de feijão, carne assada, batata e suco de frutas. As expectativas de alguns presos, no entanto, foram frustradas. Conforme apurou o Metrópoles, encarcerados como o deputado federal Paulo Maluf tiveram o cardápio alterado. No lugar da farta ceia, modestos arroz, feijão, frango cozido e chuchu.

A Cial, empresa responsável pela alimentação na ala do político, esclareceu que o cardápio diferenciado para a data foi, de fato, oferecido, à exceção dos presos que estão submetidos à dieta especial – caso do parlamentar paulista. Apesar das reclamações, a situação deve se repetir na noite de Ano-Novo. “Presos com determinadas patologias precisam receber uma refeição diferenciada. Nesse caso, por exemplo, se o detento não pode consumir carne vermelha, substituímos pelo frango”, explicou a empresa.

Saidão 
O modesto menu em virtude da data comemorativa é uma das quatro refeições oferecidas diariamente aos 15,7 mil detentos de Brasília. Neste ano, no entanto, 1.036 presos do regime semiaberto poderão aproveitar a ceia e as festividades do Réveillon em casa. Eles deixaram as unidades prisionais do DF, na sexta-feira (29/12), beneficiados pelo saidão de Ano-Novo.

O direito é concedido àqueles que têm autorização para saídas temporárias, trabalho externo ou liberações quinzenais para visitas a familiares. Os detentos devem retornar aos presídios até as 10h de terça-feira (2/1), sob pena de serem considerados foragidos e perderem o direito ao semiaberto.

Fonte: Sesipe

 

 

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