Evangélicos dizem ter recebido dinheiro de igreja para apoiar Ibaneis

Segundo reportagem do jornal O Globo, fiéis da Sara Nossa Terra teriam ganhado R$ 100 para participar de ato de campanha do emedebista

Hugo Barreto/MetrópolesHugo Barreto/Metrópoles

atualizado 24/10/2018 23:06

Um grupo de religiosos da Igreja Sara Nossa Terra denunciou o recebimento de R$ 100 por pessoa para fazer campanha de rua em favor do candidato ao Palácio do Buriti Ibaneis Rocha (MDB). Segundo reportagem do jornal O Globo, na terça-feira (23/10), alguns evangélicos agitavam bandeiras na W3 Norte, gritavam o nome de Ibaneis e distribuíam adesivos.

No fim da tarde, segundo o periódico, um dos coordenadores chamou os cerca de 50 participantes do evento e pagou R$ 100 a cada um, dentro de um ônibus. Depoimentos gravados pelo jornal apontam que o grupo teria sido coordenado por um bispo chamado Rafael.

Houve ainda relatos de que os atos pagos estariam ocorrendo desde a última sexta-feira (19) e turnos duplos seriam pagos com diárias de R$ 200. As listas apontadas na reportagem são das igrejas Sara Nossa Terra de Samambaia, Sobradinho, Paranoá e Ceilândia.

O coordenador da campanha de Ibaneis, Paulo Pestana, negou qualquer pagamento. “No segundo turno, não estamos pagando ninguém para bandeirar. Se alguém fez alguma manifestação em favor do candidato, foi por conta própria, medida voluntária. Nós não ficamos nem sabendo”, informou.

Embora o líder da Igreja, pastor Bispo Rodovalho, tenha apoiado oficialmente Ibaneis Rocha, ele afirmou ao Metrópoles, por meio de nota, que desconhece tais atos de pagamento. “Isso é um equívoco. Se existem membros da Igreja trabalhando para campanhas políticas, voluntários ou não, é uma prática pessoal. Nossos pastores e líderes são cidadãos que se posicionam individualmente”, afirmou.

Rodovalho ainda afirmou que a Igreja não tem como “controlar o engajamento dos milhares de membros em qualquer tipo de trabalho ou participação eleitoral. Acusar a igreja de ‘comprar votos’ tem, em si, a maldade e a intenção de atingir parte da sociedade que hoje se posicionou contra sua tutorização”, completou.

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