Professoras de geografia lançam atlas sobre o Distrito Federal

Livro traz informações completas sobre a formação do DF e destaca a importância das regiões administrativas

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atualizado 13/09/2019 10:21

História, geografia, cultura e tradições do Distrito Federal foram condensados no Atlas Escolar Geográfico, Histórico e Cultural do DF. A obra será lançada na segunda-feira (16/09/2019), às 18h, no Auditório Dois Candangos, da Universidade de Brasília.

A proposta das doutoras em geografia Cristina Leite, Míriam Bueno e Vânia Souza, à frente do projeto, consiste em debater a questão da identidade e o reconhecimento do território com os moradores do DF, especialmente com alunos e educadores. O primeiro debate ocorre com o lançamento do atlas. No mesmo local, haverá uma roda de conversa com as autoras. Também estará presente a doutora Flávia Silva, da rede pública de ensino de Goiânia.

“O Atlas Escolar do DF é único no sentido de trazer para a escola a possibilidade do conhecimento sobre o lugar de vivência dos alunos, a partir da leitura de mapas escolares”, afirma Míriam Bueno, professora do Instituto de Estudos Socioambientais da Universidade Federal de Goiás. “A experiência com o mapa de uso e a cobertura da terra, presente no Atlas, desperta curiosidades nos meus alunos”, revela Vânia Souza, professora no Centro Educacional 310 de Santa Maria.

Raciocínio geográfico

O território da capital do país possui 31 regiões administrativas. Também tem área rural maior que a urbana e um dos maiores índices de produtividade do Brasil. “O Atlas permite que o aluno desenvolva o raciocínio geográfico. Isso é importante para a compreensão da dinâmica espacial do DF”, avalia Vânia Souza. Esses diferenciais ficam mais claro para os alunos usando a cartografia escolar, com mapas, gráficos e imagens.

“Todas as referências estão fundamentalmente estabelecidas a partir de Brasília. É preciso entender que existem outras localidades no DF”, declara Cristina Leite, professora do Programa de Pós-Graduação em geografia da UnB. Ela acrescenta que não se trata de uma periferia semiurbanizada. “Essa visão parte de um estereótipo segregador, que não representa a realidade, pois 92% do território do Distrito Federal são urbanizados. Isso significa melhores condições de vida para a população de cerca de três milhões de moradores”, afirma Leite, que também atua na Faculdade de Educação da UnB.

A hegemonia identitária de Brasília sobre as demais regiões administrativas do DF incomoda as professoras de geografia. Com a elaboração do atlas escolar, elas esperam mostrar aos alunos as particularidades de cada localidade. Publicado pela Editora C&A Alfa Comunicação, o Atlas estará disponível nas papelarias e livrarias do Distrito Federal.

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