DF: hotéis queixam-se de prejuízos milionários no 1º dia de lockdown
Levantamento é da Associação Brasileira de Indústria de Hotéis do Distrito Federal e conta com dados de 24 empreendimentos
atualizado
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Após as primeiras 24h de vigência do Decreto n. 41.849, de 27 de fevereiro de 2021, que decretou lockdown no Distrito Federal para frear o avanço da pandemia do novo coronavírus, os hotéis da região perderam R$ 1,198 milhão em receitas.
O levantamento é da Associação Brasileira de Indústria de Hotéis do Distrito Federal (ABIH-DF) e conta com dados de 24 empreendimentos. A cifra contabiliza o número de cancelamentos em reservas de hospedagens (R$ 826.500) e eventos (R$ 371.600).
“Quando o cenário apontava para uma mudança, com o retorno de eventos esportivos e coorporativos, vem uma restrição que impede a realização dessa agenda e desestimula os viajantes”, reclamou o presidente da ABIH-DF, Henrique Severien.
Apesar de o setor de hotéis ser um dos que ficaram de fora da lista das atividades impedidas de operar com o recente decreto, os reflexos foram imediatos, segundo Severien. “Felizmente, a associação contou com o apoio e a sensibilidade da Secretaria de Turismo, que ponderou a necessidade de manter essa indústria aberta e, assim, evitar o despejo de hóspedes, como aconteceu em outros países. Entretanto, a operação hoteleira requer prestação de outros serviços específicos, e o regulamento não deixa isso claro, gerando insegurança”, ressaltou.
Medidas protetivas nos bancos
Em virtude da situação do aumento dos casos da Covid-19, o Sindicato dos Bancários de Brasília enviou ofício ao GDF e a todos os bancos da base locais. A entidade saiu em defesa do lockdown.
O presidente da entidade, Kleytton Morais, avaliou que “é urgente fazer valer a revisão e adoção de novas e eficientes medidas a serem praticadas no funcionamento dos bancos, protegendo os trabalhadores e a população usuária dos serviços bancários”.
Para o sindicato, sem leitos de UTI e sem vacina para todos na capital, é primordial adotar as medidas protetivas para evitar que mais vidas sejam perdidas para a doença. “Mais do que nunca, este é o momento de proteger você e as pessoas à sua volta”, observou Kleytton. E orientou: “Se durante o lockdown você precisar ir ao banco, não esqueça que o uso da máscara e do álcool em gel, somado ao distanciamento social, pode salvar vidas. Evite expor você e sua família. Os bancários estão empenhados para prestar o melhor atendimento”.
