Coronavírus: com prejuízo, bares autorizam férias coletivas no DF

Entidades representativas de bares e restaurantes fazem acordo com funcionários e adotam medidas para tentar evitar demissões

atualizado 19/03/2020 17:27

Bar na Asa SulHugo Barreto/Metrópoles

Com o arrocho nas medidas de combate à disseminação do coronavírus no Distrito Federal, bares e restaurantes amargaram um prejuízo de 60% somente na última semana.

Para evitar demissões e garantir a saúde dos empregados da área, o Sindicato de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares de Brasília (Sindhobar-DF), assinou Convenção Coletiva de Trabalho (CCT), nesta quinta-feira (19/03), com o sindicato dos empregados do ramo e com a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel).

O presidente do Sindhobar, Jael Antônio, destaca que o acordo foi feito pensando no empresário e no empregado. A intenção é evitar demissões no segmento, que emprega mais de 100 mil pessoas em 10 mil empresas em todo o Distrito Federal. Em âmbito nacional, são cerca de 6 milhões de empregados na área.

“Alguns empresários já fecharam as portas e outros estão trabalhando apenas com delivery. O prejuízo é enorme”, afirma Jael.

Entre as decisões previstas no acordo, estão a concessão de férias coletivas totais ou parciais aos empregados, sem o prévio aviso de 30 dias, com o pagamento das férias parcelado em três vezes. Deve-se ainda conceder férias aos empregados, mesmo que não tenham período aquisitivo completo.

Todas as decisões vão variar de acordo com os critérios de cada empresa. A CCT assinada prevê também redução de 50% da jornada de trabalho, com a correspondente redução salarial. O documento  sugere ainda a suspensão do contrato de trabalho como última medida a ser tomada.

Nesta quinta-feira, o GDF decretou fechamento do comércio de rua, à exceção de mercados, farmácias e padarias.

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Entretanto, o sindicato recomenda não entrar em pânico e avisa que as entidades representativas estão tentando ajudar os empreendedores.

“O governo federal já autorizou o não pagamento do Simples Nacional. No DF, estamos conversando para que a maioria dos impostos seja adiado, com o intuito de manter um fluxo de caixa e evitar demissões”, diz Jael Antônio.

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