*
 

Um dia após o desabamento do viaduto no Eixão Sul, comerciantes da Galeria dos Estados começam a calcular os prejuízos financeiro e psicológico. Proprietária da churrascaria Floresta, estabelecimento parcialmente destruído pelo desastre ocorrido nessa terça-feira (6/2), Maria de Jesus estima que, só com salários dos 15 funcionários, terá um rombo de R$ 20 mil mensais.

O restaurante foi fechado após a queda da estrutura. Maria de Jesus aguarda alguma solução e proposição por parte do governo local. “Fomos chamados para conversar com o governador (Rodrigo Rollemberg) amanhã (quinta). Estou com o coração aberto para ouvir soluções e sugestões”, afirma.

Filha e sócia de Maria, Paula Monteiro também estuda como reduzir os danos. “Nós é que estamos tendo que ver o que fazer. Fomos lesadas e deveríamos ser ajudadas”, cobra.

Prejuízo semelhante acumulou o restaurante Nosso Lar, vizinho ao Floresta e também desativado após o acidente. O estabelecimento conta com 12 funcionários. Com o bloqueio entre as duas alas da Galeria dos Estados, o movimento despencou.

“Aqui o movimento já reduziu em 50%. Era uma passagem, um fluxo grande do metrô para as autarquias. Nós já estávamos nos mantendo a duras penas. Agora, foi mais uma pancada. Parece ter sido a última, para expulsar de vez”, lamenta Donizete Freitas, proprietário da Center Cell Celular.

Donizete conta que havia saído de carro 10 minutos antes do desastre. O alívio por estar vivo é maior do que os estragos. “Meu santo é forte”, garante. Silvia Helena de Oliveira é proprietária do Massa & Companhia e está na Galeria dos Estados há 38 anos. Há seis meses, ela procura um novo espaço para instalar seu restaurante.

“As vendas caíram em 30% nesses dois dias. Aqui sempre foi abandonado. Nunca vi trocarem um prego. Já tentamos trocar o piso e caixa de esgoto, mas a Administração Regional não deixa. Não conseguimos fazer nem melhorias”, lamenta.

 

 

COMENTE

Brasíliaviadutodesabamento eixão sul
comunicar erro à redação

Leia mais: Distrito