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Distrito Federal

Agora, GDF diz que vai tirar dinheiro de onde for para obra do viaduto

Anúncio chega com atraso, já que governo recebeu pelo menos sete alertas nos últimos oito anos sobre a necessidade de reparos na construção

07/02/2018 12:20, atualizado 07/02/2018 13:09
Rafaela Felicciano/Metrópoles
Agora, GDF diz que vai tirar dinheiro de onde for para obra do viaduto

O GDF vai tirar dinheiro de onde for para bancar as obras do viaduto desabado nessa terça-feira (6/2) no Eixão Sul, na Galeria dos Estados. Foi o que disseram, nesta quarta (7), o secretário da Casa Civil, Sérgio Sampaio, e o diretor do Departamento de Estradas de Rodagem (DER-DF), Henrique Luduvice. O discurso chega com atraso, considerando o fato de o governo ter recebido pelo menos sete alertas nos últimos oito anos sobre a necessidade de reparos na construção.

“Vamos atender qualquer solicitação necessária. Vamos fazer o escoramento e, a partir desse escoramento, analisar se é possível recuperá-lo ou se teremos que demoli-lo e construir nova estrutura”, disse Sampaio, após reunião no Palácio do Buriti.

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De acordo com ele, o Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (Crea-DF) e a Universidade de Brasília (UnB) vão definir quais as prioridades, apontar as estruturas mais vulneráveis e qual o tempo necessário para resolver cada um dos problemas. “Isso é prioridade e o dinheiro aparecerá de onde quer que seja. De onde tiver que tirar recursos, nós vamos tirar para fazer essas obras, que são emergenciais”, reforçou

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Questionado sobre o custo das obras, o diretor do DER informou que os valores estão sendo levantados. “Será caracterizada situação de emergência e nós vamos poder fazer as intervenções necessárias”, garantiu Luduvice, que também participou da reunião durante toda a manhã.

Mané Garrincha
No jogo de empurra-empurra sobre a responsabilidade pelo desabamento do viaduto do Eixão Sul sobrou até para o Mané Garrincha. O chefe da Casa Civil  foi curto e grosso: “Construíram um estádio de R$ 2 bilhões e deixaram a cidade à míngua”.

Sampaio não poupou críticas às gestões anteriores do Palácio do Buriti. “Problemas se acumulam há muitos anos e vários governos não fizeram nada”, disse.

Mais uma vez, ele lembrou das dificuldades financeiras quando o governador Rodrigo Rollemberg (PSB) assumiu o GDF e explicou que, com o orçamento curto, foram eleitas prioridades. Na questão dos viadutos, por exemplo, citou que os recursos disponíveis — cerca de R$ 67,7 milhões — foram utilizados na reforma das estruturas do complexo da Rodoviária.

“Atuamos na área por ser mais delicada. Trata-se de uma região em que circulam mais de 750 mil pessoas por dia. Se houvesse algum problema lá, seria uma catástrofe”, pontuou.