Ceilândia atingiu 4.331 casos de Covid-19. Veja os pontos com aglomeração

Com taxa de isolamento social muito baixa, a cidade lidera os casos e as mortes pelo novo coronavírus: 91 moradores da cidade já morreram

atualizado

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Hugo Barreto/ Metrópoles
Pessoas pelas ruas do Centro de Ceilândia
1 de 1 Pessoas pelas ruas do Centro de Ceilândia - Foto: Hugo Barreto/ Metrópoles

Rodas de jogatina, comércio de produtos no meio da rua e lojas cheias. Essa é a realidade de Ceilândia, a região administrativa com maior número de casos de contaminação e mortes pelo novo coronavírus. Neste domingo (21/06), a cidade alcançou a marca de 4.331 infectados e 91 óbitos pela doença.

A reportagem do Metrópoles percorreu, durante um dia inteiro, as ruas da maior e mais populosa Região Administrativa da capital do país. No centro, próximo ao Restaurante Comunitário, na chamada Feira do Rolo, onde se vende de tudo, havia pelo menos 100 pessoas em um pequeno espaço.

Em frente às lojas de móveis, eletrônicos e calçados, muitos vendedores ambulantes tentavam repassar todos os tipos de produtos.

A atividade comercial clandestina durou até a chegada de servidores da Secretaria de Proteção da Ordem Urbanística (DF Legal), que fizeram uma ação para fiscalizar o uso obrigatório de máscaras. Os ambulantes, com medo do “rapa”, correram.

Não muito longe dali, dezenas de pessoas caminhavam pelas calçadas. Muitas delas nem carregavam sacolas de compras. Na porta dos estabelecimentos comerciais, funcionários conversavam. Embora usassem máscaras de proteção facial, o grupo desrespeitava o distanciamento recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), de 1,5 metro.

As cenas ajudam a entender a taxa de isolamento de apenas 31% em Ceilândia, uma das menores entre todas as localidades abarcadas em um levantamento por meio de georreferenciamento da Casa Civil do DF.

Feira Permanente

Na porta da Feira Permanente, funcionários faziam o controle da saída do público, com a aplicação de álcool líquido nas mãos. Porém, uma barraquinha vendia bebidas alcoólicas, em mais um flagrante desrespeito ao decreto do GDF.

Público de maior risco para a Covid-19, insistentemente um grande grupo de idosos se reunia no canteiro central para conversar e jogar dominó. Alguns até estavam com máscaras, mas no queixo. Outros sequer usavam a proteção.

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Sem se preocupar com as chances de contaminação, idosos continuam com habitual jogo de dominó
Ambulantes se arriscam nas calçadas em aglomerações
Vendedor de picolé na cidade
Ceilândia atingiu 4.331 casos de Covid-19. Veja os pontos com aglomeração - imagem 5
Centro de Ceilândia é um dos principais pontos de aglomeração do DF
Segundo especialistas, a máscara é um item fundamental de segurança
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Segundo especialistas, a máscara é um item fundamental de segurança

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Sem se preocupar com as chances de contaminação, idosos continuam com habitual jogo de dominó
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Sem se preocupar com as chances de contaminação, idosos continuam com habitual jogo de dominó

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Ambulantes se arriscam nas calçadas em aglomerações
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Ambulantes se arriscam nas calçadas em aglomerações

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Vendedor de picolé na cidade
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Vendedor de picolé na cidade

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Centro de Ceilândia é um dos principais pontos de aglomeração do DF
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Centro de Ceilândia é um dos principais pontos de aglomeração do DF

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Região próxima à Feira Permanente tem muitos transeuntes
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Região próxima à Feira Permanente tem muitos transeuntes

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Sol Nascente e Pôr do Sol

A poucos quilômetros do centro de Ceilândia, a recém-criada região administrativa Sol Nascente/Pôr do Sol também apresenta diversos pontos de aglomeração. Quando somados os casos das duas regiões, o total de casos da Covid-19 sobe para 4.459, segundo informações da Secretaria de Saúde.

Pelas ruas, comércios dos mais diversos segmentos estavam abertos, incluindo um pequeno bar onde pessoas conversavam em volta da mesa. Em toda parte, era possível avistar moradores sem máscaras, andando pela rua, parando para comer algo em comércios e carrocinhas de ambulantes.

Considerada a segunda maior favela da América Latina, o Sol Nascente ainda tem ruas sem asfalto, poeira e barracos pequenos onde residem numerosas famílias, condições que tornam praticamente impossível o cumprimento do isolamento social.

Confira fotos do local: 

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Muitos parecem estar passando o tempo
Falta de estrutura no Sol Nascente/Pôr do Sol evidencia o abandono sanitário da região
A Secretaria de Saúde recomenda que as pessoas só saiam de casa em caso de necessidade
Crianças correm pelas ruas do Sol Nascente/Pôr do Sol
Muitos moradores do Sol Nascente/Pôr do Sol não se importam com o uso da máscara
No Sol Nascente/Pôr do Sol moradores transitam pelas ruas sem se importarem com a pandemia
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No Sol Nascente/Pôr do Sol moradores transitam pelas ruas sem se importarem com a pandemia

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Muitos parecem estar passando o tempo
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Muitos parecem estar passando o tempo

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Falta de estrutura no Sol Nascente/Pôr do Sol evidencia o abandono sanitário da região
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Falta de estrutura no Sol Nascente/Pôr do Sol evidencia o abandono sanitário da região

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A Secretaria de Saúde recomenda que as pessoas só saiam de casa em caso de necessidade
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A Secretaria de Saúde recomenda que as pessoas só saiam de casa em caso de necessidade

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Crianças correm pelas ruas do Sol Nascente/Pôr do Sol
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Crianças correm pelas ruas do Sol Nascente/Pôr do Sol

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Muitos moradores do Sol Nascente/Pôr do Sol não se importam com o uso da máscara
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Muitos moradores do Sol Nascente/Pôr do Sol não se importam com o uso da máscara

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Ruas cheias no meio de semana
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Ruas cheias no meio de semana

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Uso da máscara é muitas vezes ignorado
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Uso da máscara é muitas vezes ignorado

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Moradores andam pelas ruas da nova região administrativa
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Moradores andam pelas ruas da nova região administrativa

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Assim como Ceilândia, a cidade Estrutural tem muitos casos do novo coronavírus
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Assim como Ceilândia, a cidade Estrutural tem muitos casos do novo coronavírus

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