Caso Bernardo: identificação do corpo será feita em Brasília

Material genético chegou ao DF neste sábado e será confrontado com o de familiares do menino. Corpo achado segue em Itaberaba (BA)

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atualizado 07/12/2019 16:35

O exame que comprovará se o corpo encontrado na Bahia é do garoto Bernardo, de 1 ano e 11 meses, será feito em Brasília. A aeronave da Polícia Civil chegou à capital federal por volta das 12h30 deste sábado (07/12/2019). Os policiais carregam uma amostra genética que será encaminhada ao Instituto de Pesquisa de DNA Forense (IPDNA) da corporação e confrontada com a dos pais do menino. O corpo segue no Departamento de Polícia Técnica (DPT) de Itaberaba (BA) e será transferido para o DF apenas se a identidade for confirmada.

PCDF/Divulgação
A aeronave da Polícia Civil chegou à capital federal por volta das 12h30 deste sábado

Estão sendo empregadas técnicas avançadas de perícia em genética forense e a PCDF trabalhará interruptamente no final de semana para que a conclusão ocorra no menor tempo possível.

Muito abalada após ter seu filho sequestrado pelo próprio pai, a advogada Tatiana da Silva, 30, mãe de Bernardo, disse que estava preparando a festinha para comemorar os dois anos do menino, na véspera do Ano-Novo. O tema havia sido escolhido: Mundo Bita. “Mas ele era apaixonado pela Masha e o Urso”, disse Tatiana ao Metrópoles, neste sábado (07/12/2019).

A alegria de preparar a festa deu lugar à angústia e à dor. No dia 29 de novembro, o menino foi levado pelo pai ao sair da creche na Asa Sul. Preso dois dias depois, na Bahia, o servidor do Metrô-DF Paulo Roberto de Caldas Osório, 45, confessou ter matado o filho.

Tatiana da Silva tenta encontrar forças para enfrentar o sofrimento. O corpo de uma criança foi achado às margens da BR-242 na Bahia, perto de Palmeiras, mas até agora os exames foram inconclusivos e não apontaram se a vítima é mesmo o Bernardo. Porém, há indícios, como a cadeirinha que, segundo os investigadores, é do garotinho, e um colar de âmbar, que também foram encontrados no mesmo local.

Na noite dessa sexta-feira (06/12/2019), Tatiana postou mensagem em suas redes sociais pedindo às pessoas que continuem orando pelo filho dela. “Gostaria de agradecer desde já toda a colaboração, oração, sensibilidade de todos perante o caso do nosso Bernardo. A polícia informa que, no momento, não é possível afirmar que se trata do Bernardo. Agradeço e venho pedir que continuem orando por toda a nossa família e em especial por Bernardo”, desabafou.

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) informou que a família não reconheceu o corpo encontrado na Bahia como sendo de Bernardo. Segundo a corporação, representantes da Divisão de Repressão a Sequestros (DRS) e parentes da criança foram até a cidade de Itaberaba para fazer o reconhecimento do cadáver localizado pela polícia baiana.

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“O reconhecimento visual não foi possível e o confronto de digitais foi inconclusivo. Por esses motivos, a identificação deverá ser realizada por meio de outros exames, como o de DNA. A PCDF informa que no momento não é possível afirmar que se trata do cadáver da criança ocultado pelo pai”, diz o texto.

Paulo Osório usava medicamentos controlados. Para insônia, tomava hemitartarato de zolpidem: remédio que ajuda pacientes com insônia a adormecerem. Aos investigadores da Divisão de Repressão a Sequestros (DRS), o homem afirmou ter dopado o pequeno Bernardo com o sonífero usado em seu tratamento. A morte, conforme contou, teria sido provocada por uma superdosagem da substância.

Saiba como ocorreu o crime, na versão do pai de Bernardo: 

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Em seu relato à polícia, o homem disse ter diluído três comprimidos no suco de uva que deu ao filho. Um copo infantil foi achado na casa de Paulo, na 712 Sul. Dentro do carro dele, havia pacote de biscoito e uma faca. Depois de descobrir que o filho tinha morrido, Paulo Osório disse ter deixado o corpo às margens de uma rodovia na Bahia com a cadeirinha e fugiu. O município de Palmeiras, onde o cadáver foi localizado, fica a 1.055 km do Distrito Federal.

Paulo seguiu viagem e passou por Salvador e Guarajuba, região litorânea da Bahia. De lá, fugiu para Alagoinhas, com o intuito de sair de perto da BR, onde a Polícia Rodoviária Federal o procurava. O esconderijo não funcionou e Paulo acabou preso pela Polícia Civil do Distrito Federal no domingo (01/12/2019).

Confira fotos do caso:

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Veja vídeo em que Paulo fala sobre o crime:

 

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