Cachorro leva tiro de espingarda na boca ao matar galinha do vizinho no DF

O dono do cachorro disse que gritou quando ouviu os disparos, para sinalizar que o animal tinha dono

atualizado 29/09/2020 15:22

cão baleadoReprodução

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) investiga o caso de um cachorro que foi baleado com tiros de espingarda. O caso ocorreu na Colônia Agrícola 26 de Setembro, no último sábado (26/9). O fato teria ocorrido após o cão invadir o lote ao lado e matar uma galinha.

Irritado com o ataque do cachorro, o dono da ave ou um funcionário da propriedade teria efetuado os disparos contra cachorro. Inicialmente, o proprietário do animal pensou que se tratava de chumbinho, mas, após o cão passar por procedimentos veterinários, para a retirada dos projéteis, descobriu que tratavam-se de cápsulas semelhantes aos calibres .32 ou .38.

Em depoimento na 38ª Delegacia de Polícia (Vicente Pires), o dono do cachorro informou que tem três cães em sua chácara. Segundo ele, os animais ficam presos dentro de um canil, feito de madeira com tela. No dia do crime, os animais teriam fugido do lugar.

Ele relata que saiu à procura dos pets, quando localizou um deles, o Yanko. O cão tem aproximadamente 1 ano e 2 meses e é da raça Husk cruzado com Akita.

O animal entrou na chácara vizinha e matou uma galinha. Ainda de acordo com o depoimento, o vizinho deu um tiro com espingarda na boca do cachorro.

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O dono do cachorro, que é servidor publico, afirma que só ouviu o barulho do disparo. Ele relata que saiu à procura dos pets, quando localizou um deles ouviu um tiro e gritou. “O cachorro é meu, o cachorro é meu”, lembra-se.  Então ouviu mais três tiros.  “Daí, o Yanko apareceu com a boca sangrando, pois a língua também foi ferida. O Yanko tem aproximadamente 1 ano e 2 meses e é da raça Husk cruzado com Akita”, explicou.

O suposto agressor, em resposta, teria mostrado a galinha morta, indicando que aquele era o motivo dos disparos. O animal foi imediatamente levado a uma clinica veterinária onde recebe atendimento especializado.

Outro caso

Uma idosa, de 69 anos, foi presa por dano e omissão de cautela na guarda ou condução de animais após seu cachorro roubar uma galinha da casa vizinha. O caso ocorreu na quinta-feira (24/9), em Brazlândia.

À polícia, o dono das galinhas informou que vive em uma chácara no setor Radiobras e que a sua vizinha tem três cachorros que, segundo ele, entram com frequência em sua propriedade e matam seus animais. No dia 13 de setembro, ele procurou a 18ª Delegacia de Polícia (Brazlândia) para denunciar que os cães da idosa mataram quatro de suas aves.

Na quinta-feira, ele registrou outro boletim de ocorrência na 18ª DP após o episódio se repetir. Conforme consta no B.O., desta vez, mais uma galinha foi morta por um dos cachorros da vizinha.

Para registrar a situação, proprietário da chácara filmou com o celular o momento em que um dos cães entra na área em que ficam as suas galinhas, passa por trás de uma árvore e pega uma delas. Veja a seguir:

Após a denúncia, a dona do cachorro foi detida em flagrante por dano e omissão de cautela na guarda ou condução de animais. Ela, porém, assinou um termo de compromisso de comparecimento à Justiça e foi liberada em seguida.

Maus-tratos

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) decidiu sancionar o Projeto de Lei 1.095/2019, que aumenta a pena para pessoas que cometerem maus-tratos contra cães e gatos para até cinco anos de prisão. O chefe do Executivo convocou cerimônia, marcada para as 17h desta terça-feira (29/9), para assinar a sanção da nova lei.

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