Caça da defesa aérea de Brasília fará 1° treino com as Forças Armadas. Vídeo
Caças F-39 Gripen participarão de um treinamento operacional. Exercício será feito na Base Aérea de Anápolis entre 11 a 29 de maio
atualizado
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Usados para proteger o espaço aéreo da capital federal, os caças F-39 Gripen, modelo sueco da Força Aérea Brasileira (FAB), participarão pela primeira vez do Exercício Conjunto (Excon) Escudo-Tínia da corporação.
O exercício em questão é um treinamento operacional que tem como objetivo capacitar a FAB para uma resposta militar eficiente em contextos de alta complexidade, além do aprimoramento da interoperabilidade entre as Forças Armadas.
Veja o caça em ação:
O Excon acontecerá na Base Aérea de Anápolis (BAAN) entre 11 e 29 de maio. Esta será a primeira vez, inclusive, que a região do Centro-Oeste receberá o treinamento.
A escolha inédita da base para a realização do exercício, se deu em razão do início das operações do F-39 Gripen no espaço aéreo do país neste ano. Na ocasião, a BAAN será palco de um adestramento técnico que integra outras aeronaves, como: A-1M, A-29, F-5M, E-99, KC-390 Milennium e C-105 Amazonas.
A 1ª missão do F-39
- O caça foi usado, pela primeira vez, em 24 de fevereiro, em uma missão de Alerta de Defesa Aérea no espaço aéreo de Brasília;
- A missão foi executada pelo Primeiro Grupo de Defesa Aérea (1º GDA) – Jaguar, responsável pela operação das aeronaves F-39 Gripen da FAB, cumprindo missões de defesa aérea nacional;
- O foco da ação foi a proteção dos principais símbolos do poder da capital federal, como o Palácio do Planalto, o Congresso Nacional e o Supremo Tribunal Federal;
- A medida também faz parte de um projeto nacional da FAB para reforçar a defesa aérea do país.
O treinamento estará sob a responsabilidade conjunta do Comando de Operações Aeroespaciais (COMAE), do Comando de Preparo (COMPREP) e da BAAN, visando a manutenção, a consolidação e o aprimoramento das capacidades operacionais de emprego, por meio da execução de ações planejadas que permitam avaliar desempenho, validar procedimentos e incrementar o nível de prontidão.
Ainda entre os objetivos do exercício estão a manutenção e o desenvolvimento de táticas, técnicas e procedimentos de defesa antiaérea e defesa aérea, no âmbito de operações conjuntas, abrangendo a integração e o emprego coordenado dos meios do Exército Brasileiro (EB), da Marinha do Brasil (MB) e da FAB.
Assim como o aperfeiçoamento de missões aéreas compostas, incluindo operações de lançamento de pessoal e de carga.
Caça sueco
O primeiro Gripen chegou ao Brasil em 2022, pelo Projeto F-X2, parceria com a Suécia que inclui transferência de tecnologia e desenvolvimento de produtos específicos para a aeronave. O contrato, assinado em 2014, prevê a compra de 36 caças, sendo que dez já estão em operação.
O FAB 4111 foi o décimo Gripen entregue ao Brasil, em novembro de 2025, e é a aeronave que veio para Brasília.
O uso do F-39 Gripen foi consolidado no fim de 2025, quando a FAB concluiu uma sequência de campanhas de ensaios e exercícios no país. A certificação do reabastecimento em voo com o KC-390 Millennium ampliou significativamente o alcance e a persistência do caça em missões de defesa aérea.
Diferenciais do F-39 Gripen
- Pode operar em pistas curtas (e até rodovias): o Gripen foi projetado para decolar e pousar em pistas reduzidas, inclusive em estradas adaptadas, garantindo alta capacidade de operação mesmo em cenários extremos.
- Prontidão em tempo reduzido: o caça foi projetado para ser rapidamente preparado, rearmado e colocado de volta em operação, mesmo com equipes reduzidas. Em operações padrão, esse processo pode levar apenas 10 minutos.
- Tecnologia de fusão de sensores: o piloto recebe informações integradas de radares, sensores infravermelhos e sistemas eletrônicos em uma única visão tática, aumentando significativamente a consciência situacional.
- Atualizações por software: assim como um smartphone, o Gripen pode receber atualizações de sistemas ao longo do tempo, de forma rápida e segura, mantendo-se moderno sem necessidade de modificações estruturais.
A FAB entende que o uso do caça sueco é resultado do aumento da capacidade de resposta do país diante de ameaças ao espaço aéreo, o fortalecimento da soberania nacional e a consolidação de um novo patamar de prontidão operacional.






