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Distrito Federal

Caças suecos vêm de Anápolis para proteger símbolos do poder no DF

O FAB 4111, décimo Gripen entregue em novembro de 2025, passa a proteger o DF; o Brasil já conta com 10 unidades em operação

24/02/2026 21:30
Reprodução/FAB
Caças suecos vêm de Anápolis para proteger símbolos do poder no DF

Os caças F-39 Gripen, modelo sueco da Força Aérea Brasileira (FAB), passaram a proteger permanentemente o espaço aéreo de Brasília a partir desta terça-feira (24/2). A proteção inclui os principais símbolos do poder, como o Palácio do Planalto, o Congresso Nacional e o Supremo Tribunal Federal. A medida faz parte de um projeto nacional da FAB para reforçar a defesa aérea do país.

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Antes, os Gripen operavam apenas a partir da Base Aérea de Anápolis (GO), a 160 km da capital. Agora, estão em alerta constante, prontos para decolar rapidamente e interceptar aeronaves suspeitas.

O primeiro Gripen chegou ao Brasil em 2022, pelo Projeto F-X2, parceria com a Suécia que inclui transferência de tecnologia e desenvolvimento de produtos específicos para a aeronave. O contrato, assinado em 2014, prevê a compra de 36 caças, sendo que dez já estão em operação.

O FAB 4111, foi o décimo Gripen entregue ao Brasil em novembro de 2025, e é a aeronave que veio para Brasília.

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Diferenciais do F-39 Gripen

  • Pode operar em pistas curtas (e até rodovias): o Gripen foi projetado para decolar e pousar em pistas reduzidas, inclusive em estradas adaptadas, garantindo alta capacidade de operação mesmo em cenários extremos.
  • Prontidão em tempo reduzido: o caça foi projetado para ser rapidamente preparado, rearmado e colocado de volta em operação, mesmo com equipes reduzidas. Em operações padrão, esse processo pode levar apenas 10 minutos.
  • Tecnologia de fusão de sensores: o piloto recebe informações integradas de radares, sensores infravermelhos e sistemas eletrônicos em uma única visão tática, aumentando significativamente a consciência situacional.
  • Atualizações por software: assim como um smartphone, o Gripen pode receber atualizações de sistemas ao longo do tempo, de forma rápida e segura, mantendo-se moderno sem necessidade de modificações estruturais.

Projeto brasileiro

O Brasil se tornou pioneiro na operação do caça F-39 Gripen, mesmo sendo a Suécia o país de origem da aeronave. A entrega das primeiras unidades brasileiras aconteceu antes de o Gripen se tornar operacional na própria Suécia, permitindo à Força Aérea Brasileira (FAB) acumular experiência prática antecipada.

Isso foi possível graças ao projeto brasileiro, que incluiu transferência completa de tecnologia, montagem de parte das aeronaves no país e testes operacionais antecipados. Assim, o Brasil não só adquiriu os caças, mas também passou a coproduzir e adaptar a tecnologia, fortalecendo a defesa aérea nacional e se tornando referência na América Latina.

A Suécia, por sua vez, é reconhecida mundialmente pela qualidade de seus caças. Durante a Guerra Fria, precisou desenvolver aeronaves próprias, como o Saab 35 Draken, para proteger seu território sem depender da OTAN. O Gripen, atual caça sueco, herda essa tradição: opera em qualquer condição, de pistas cobertas de neve a estradas adaptadas, com alta tecnologia, múltiplas funções e baixo custo de operação, consolidando a reputação sueca na aviação de caça.