Após morte de Juarezão, DF pede ajuda da União para duplicar rodovia

Ex-distrital morreu em acidente na sexta (21/06/2019) na BR-080. Obras devem começar em 15 dias nos trechos sob responsabilidade do DF

Igo Estrela/MetrópolesIgo Estrela/Metrópoles

atualizado 26/06/2019 20:27

O governador Ibaneis Rocha (MDB) reforçou, nesta quarta-feira (26/06/2019), o pedido de apoio ao governo federal para liberar as obras de duplicação da BR-080. Batizada como Rodovia da Morte, a pista, que também é composta pela DF-001, liga Brazlândia e Taguatinga. O ex-deputado distrital Juarez Carlos de Lima Oliveira, o Juarezão (PSB), 56 anos, morreu em um acidente na estrada na última sexta-feira (21/06/2019).

“Estamos pedindo ao governo federal que agilize os estudos no que diz respeito a DF-001. A gente espera, para os próximos 15 dias, poder dar início à duplicação”, disse.

Uma semana antes da morte de Juarezão, Ibaneis visitou Brazlândia e anunciou que pretendia começar as obras de duplicação ainda neste ano. No entanto o projeto depende do apoio e da autorização do governo federal. “O presidente Jair Bolsonaro tem se colocado à disposição, juntamente com seus ministros”, assinalou o governador.

O acidente que envolveu Juarezão ocorreu, segundo uma testemunha ouvida pelo Metrópoles, após o ex-deputado tentar uma ultrapassagem. Na tarde de terça-feira (25/05/2019), moradores de Brazlândia foram até o Palácio do Planalto pedir a duplicação da via diretamente para o presidente Jair Bolsonaro, que comentou o assunto. “São 60 mil mortes por ano em rodovias”, lamentou o chefe do Executivo federal na ocasião.

O chefe do Palácio do Planalto, que recebeu um abaixo-assinado, comprometeu-se a repassar ao Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) as reivindicações e agilizar o trâmite para as obras na região. O presidente, contudo, disse que a obra dependerá das condições orçamentárias do governo federal. “Vou encaminhar [o abaixo-assinado] para o Ministério da Infraestrutura. De acordo com o orçamento, veremos a prioridade”, salientou.

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