Administradores definem cinco ações para combater a dengue no DF
Unidades montaram cronograma de ações para combater o mosquito transmissor da doença
atualizado
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Os administradores regionais de todas as regiões administrativas (RAs) do Distrito Federal montaram, em reunião na noite de terça-feira (18/02/2020), um cronograma de atividades nas cidades para combater o mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika e chikungunya.
Na reunião, foram elencadas cinco ações como urgentes: levantamento das paradas de ônibus que precisam de limpeza, de imóveis abandonados, de sucatas nas ruas, o manejo do lixo e a montagem de tendas para atendimento aos doentes.
Por determinação do vice-governador do DF, Paco Britto (Avante), os administradores deverão mapear as cidades e, com esses dados, partir para a força-tarefa com órgãos competentes para cada ação.
A partir do dia 27 de fevereiro, uma sala de crise será montada com a ajuda do Corpo de Bombeiros Militar do DF (CBMDF), no Centro Integrado de Operações de Brasília (Ciob), sede da Secretaria da Segurança Pública (SSP-DF).
A ideia é reunir todos os mapeamentos feitos pelas administrações e as ações que estão sendo realizadas em cada cidade, com números atualizados de atendimentos a pacientes nas quase 100 salas de hidratação montadas pela Secretaria de Saúde em todas as cidades do DF.
Emergência
Desde 24 de janeiro, o DF está em situação de emergência de saúde pública, por tempo indeterminado, em razão da ameaça de epidemia de dengue e outras doenças. De acordo com dados da Secretaria de Saúde, em 2020, até a última semana de janeiro, foram registrados 1.296 casos da doença em moradores do DF, com um óbito.
Cada administração vai, a partir de agora, mapear todas as paradas de ônibus das cidades para saber se há acúmulo de água na parte de cima delas – o que pode servir de criadouro para a larva do mosquito. Os imóveis abandonados que estiverem fechados também serão mapeados.
Dados da Saúde apontam que 92% dos focos do mosquito Aedes aegypti se encontram nos quintais das casas. Nos próximos dias, então, o Governo do Distrito Federal (GDF) prevê a reedição de um decreto de 2007 para que, após realizada a limpeza de imóveis, os donos das residências sejam notificados e paguem os custos da operação.
Mutirão
Em Ceilândia, trabalhos de limpeza na cidade já começaram. Um mutirão de infraestrutura e limpeza, realizado em janeiro, contou com equipes próprias e terceirizadas da Administração Regional, da Novacap, do Serviço de Limpeza Urbana (SLU) e da Secretaria das Cidades do DF.
As ações incluíram operação tapa-buracos, desobstrução de boca de lobos e limpeza de áreas públicas e podas de árvores, além de outros serviços de manutenção na infraestrutura da região.
Já foram contempladas com a operação tapa-buracos as quadras QNN 18, 20 e 26 de Ceilândia Norte; QNM 9, 23 e 25 de Ceilândia Sul; e a quadra 9 do Setor O. Trabalhos de retirada de lixo e entulho ocorreram nas Áreas Especiais da QNM 21/23 e EQNM 22/24 e na área externa do Parque Recreativo do Setor O. As ações também incluíram limpeza e desobstrução de bocas de lobo das vias M3 Norte e QNM 33.
Como resultado, equipes recolheram 10.399 toneladas de entulho e 325 toneladas de galhos, sendo 24 mil metros quadrados de área limpos. Além disso, 671 bocas de lobo passaram por manutenção e 26 paradas de ônibus foram limpas.
