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Distrito Federal

Acusado de matar e esquartejar Thalita Berquó vai a júri popular no DF

João Paulo Teixeira da Silva teve julgamento adiado em março após defesa abandonar o caso cinco dias antes da sessão

12/05/2026 02:11
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Imagem cedida ao Metrópoles
Acusado de matar e esquartejar Thalita Berquó vai a júri popular no DF

Um dos três assassinos confessos de Thalita Marques Berquó Ramos, de 36 anos, João Paulo Teixeira da Silva (foto em destaque), será julgado nesta quinta-feira (14/5) pelo Tribunal do Júri do Guará. A mulher foi morta e esquartejada em uma invasão no Parque Ecológico Ezechias Heringer, em 13 de janeiro de 2025.

Inicialmente, o julgamento estava marcado para 9 de março, mas precisou ser adiado após a defesa do acusado abandonar o caso cinco dias antes da sessão. Diante da situação, a Justiça do Distrito Federal determinou a remarcação do júri.

João Paulo é acusado de participar do assassinato e esquartejamento de Thalita. Em março deste ano, ele também foi condenado a 11 anos, 6 meses e 18 dias de prisão, em regime inicialmente fechado, por tentativa de homicídio contra um desafeto.

O crime ocorreu na madrugada de 2 de dezembro de 2024, na QE 40 do Guará II. Conforme os autos, João Paulo efetuou disparos de arma de fogo que atingiram a vítima no braço.

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O Conselho de Sentença reconheceu que o ataque foi motivado por uma dívida relacionada ao tráfico de drogas, o que configurou motivo torpe.

Na sentença, o magistrado destacou a alta periculosidade do acusado. À época do crime, João Paulo estava em liberdade condicional e já cumpria pena por outros processos. O juiz também ressaltou que o réu é “multirreincidente”, com condenações anteriores por roubo e furto qualificado.

thalita berquo
Thalita Berquó foi morta aos 36 anos

Crime bárbaro

Thalita foi morta e esquartejada em uma invasão no Parque Ecológico Ezechias Heringer, no Guará, em 13 de janeiro de 2025.

No dia do crime, a vítima esteve em uma invasão dentro do parque, para comprar drogas. Porém, um desentendimento entre ela e os autores do crime – um homem e dois adolescentes – teria ocorrido e motivado o homicídio.

A discussão estaria relacionada à qualidade dos entorpecentes vendidos por eles a Thalita, que acabou morta a pedradas e facadas.

Partes do corpo da vítima foram descartadas em um córrego da região, enquanto o tronco foi enterrado no local. Dias depois, a cabeça e as pernas foram encontradas na Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) da Caesb, no Setor de Clubes Esportivos Sul (SCES), próximo à Vila Telebrasília.