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Vinicius Passarelli

Vereadora do MBL faz abaixo-assinado contra petista suspeito de elo com PCC

Senival Moura foi preso no âmbito da Operação Última Parada, que investiga esquema de lavagem de dinheiro ligado ao PCC na Transunião

30/10/2026 16:40, atualizado 30/10/2026 16:42
Reprodução/Instagram
A vereadora Amanda Vettorazzo (União Brasil)

A vereadora Amanda Vettorazzo (União Brasil) promoveu um abaixo-assinado para pedir o afastamento do vereador Senival Moura (PT), preso preventivamente no âmbito da Operação Última Parada, que investigr um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC) na Transunião, uma das empresas que opera no município de São Paulo.

A parlamentar já havia protocolado um requerimento pedindo a cassação do mandato do petista e o afastamento cautelar do vereador dos cargos de 1º secretário da Mesa Diretora e da presidência da Comissão de Trânsito, Transporte, Mobilidade Urbana e Atividade Econômica.

Em seu sexto mandato na Câmara Municipal, Senival foi preso na manhã da última quarta-feira (28/10). Ele já havia sido preso, em 25 de junho, durante operação conjunta entre o Deic e o Ministério Público de São Paulo (MPSP). Em 5 de agosto, porém, o parlamentar foi colocado em liberdade após decisão da desembargadora Carla Rahal Benedetti, da 11ª Vara Criminal, do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP).

As investigações identificaram que Senival seria “dono oculto” da Transunião e atuava na lavagem de dinheiro para o PCC.

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Vereador de São Paulo foi preso nesta quinta (25/6)
Senival está no 6º mandato na Câmara de Vereadores de SP
Presidente da Comissão de Trânsito, Transporte e Atividade Econômica na Câmara de SP
Senival Moura
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Senival Moura

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Senival está no 6º mandato na Câmara de Vereadores de SP
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Presidente da Comissão de Trânsito, Transporte e Atividade Econômica na Câmara de SP

Câmara Municipal de São Paulo/Reprodução

Presos e procurados

A nova prisão se deu após relatório final da investigação ser enviado à Justiça. Tanto a Polícia Civil quanto o MPSP pediram a prisão preventiva dos cinco alvos iniciais, além da inclusão de dois novos nomes.

Entre os presos, além de Senival, estão: Lourival de França Monário, Jair Ramos de Freitas, Osiel Bernardino Pinto e Fábio Fernandes de Souza — os dois últimos foram inclusos recentemente após a Polícia Civil relatar o inquérito à Justiça.

Já Devanil Sousa Nascimento e Leonel Moreira Martins são considerados foragidos da Justiça.

A defesa do vereador nega envolvimento com organização criminosa ou participação em esquema de lavagem de dinheiro e afirma que serão adotadas as medidas judiciais cabíveis para questionar a necessidade e a legalidade da prisão.

O advogado Marcio Sayeg alega que o pedido de prisão não encontra fundamentação concreta suficiente. “A prisão preventiva não pode representar antecipação de pena, tampouco decorrer automaticamente da gravidade das acusações”, afirmou o advogado.

“Senival Moura permanece firme em sua declaração de inocência e confiante de que a verdade será esclarecida no curso do processo”, completa a nota enviada ao Metrópoles.

“Dono oculto” da Transunião

Preso pela primeira vez, em junho, Senival era, segundo as autoridades, o “dono oculto” da Transunião.

Relatórios elaborados pelo Deic revelaram núcleo paralelo que tomava decisões relativas à empresa do transporte público da capital paulista para lavar dinheiro para o PCC. Na época, a Justiça decretou o sequestro e bloqueio de R$ 194 milhões de contas bancárias ligadas aos investigados, além de 117 veículos, 21 imóveis, entre eles um sítio de alto padrão no sul de Minas Gerais, e três embarcações.

O envolvimento do PCC na empresa de transporte passou a ser investigada durante a investigação sobre a morte de Adauto Jorge, ex-diretor financeiro da Transunião, em 2025. Investigadores coletaram provas que apontavam para uso da concessionária no esquema do PCC, que, à época, auferiu mais de R$ 300 milhões do sistema de transportes paulistano.