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Vinicius Passarelli

Blackface na Alesp: Conselho de Ética avalia caso após ação de 21 deputados

Conselho de Ética da Alesp analisará na terça-feira caso em que deputada Fabiano Bolsonaro foi acusada de praticar "blackface" no plenário

09/10/2026 16:03, atualizado 09/10/2026 16:04
Reprodução/Redes sociais
Imagem colorida mostra Fabiana Bolsonaro - Metrópoles

O Conselho de Ética da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) marcou para a próxima terça-feira (13/10) o julgamento do caso em que a deputada estadual Fabiana Bolsonaro (PL) foi acusada por pares de praticar “blackface” durante discurso no plenário. Ao todo, 21 parlamentares entraram com representação por quebra de decoro contra a bolsonarista.

O episódio ocorreu durante sessão ordinária em março deste ano, quando Fabiana pintou o rosto e parte do corpo de marrom para criticar a eleição da deputada federal Erika Hilton (PSol) para a presidência da Comissão dos Direitos da Mulher, da Câmara dos Deputados, em Brasília.

Uma representação criminal por racismo foi aberta contra a deputada. No final de agosto, o Ministério Público de São Paulo (MPSP) defendeu o arquivamento da acusação por entender que não ficou comprovada a intenção de discriminar pessoas negras.

O procurador de Justiça responsável apontou que as falas da parlamentar estariam protegidas pela imunidade parlamentar por terem sido feitas no exercício do mandato. O pedido de arquivamento, no entanto, ainda não encerra definitivamente o caso e será submetido à análise interna do Ministério Público.

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Dados de Fabiana Bolsonaro ao TSE
Dados de Fabiana Bolsonaro ao TSE
Fabiana Bolsonaro e o vice-prefeito de São Paulo, Mello Araújo
Fabiana Bolsonaro e o governador Tarcísio de Freitas
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Fabiana Bolsonaro

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Fabiana Bolsonaro e o vice-prefeito de São Paulo, Mello Araújo

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Fabiana Bolsonaro e o governador Tarcísio de Freitas

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Fabiana Bolsonaro entre Tarcísio de Freitas e Cláudio Castro
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Fabiana Bolsonaro entre Tarcísio de Freitas e Cláudio Castro

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Diante do ocorrido, parlamentares da esquerda como Beth Sahão (PT), Monica Seixas (Psol), Ediane Maria (Psol), Carlos Giannazi (Psol) e Guilherme Cortez (Psol) protocolaram denúncias pedindo a instauração de processo disciplinar e a perda do mandato parlamentar por quebra de decoro, enquadrando a conduta como prática de racismo e transfobia no exercício da função.

Veja abaixo o momento da sessão em que a deputada realiza a ação:

Outros casos

Além da representação sobre o caso de “blackface”, o Conselho de Ética da Alesp julgará na sessão da próxima terça-feira outros quatro casos. Um deles é a representação feita por Mônica Seixas (PSol) contra Lucas Bove (PL) por suposta violência política de gênero e comportamento hostil durante uma sessão.

Outra representação na pauta do conselho é uma aberta por Gil Diniz (PL) contra Guto Zacarias (Missão), aberta após matérias jornalísticas citarem um caso de suposta coação e violência psicológica contra sua ex-companheira.

Além disso, serão pautados representações abertas pelos deputados Luiz Fernando Teixeira (PT) e Leonardo Siqueira (Novo), um contra o outro. O petista acusa o deputado do novo de veicular um vídeo gravado no plenário com dados incorretos sobre o orçamento da Alesp e a remuneração mensal dos deputados.

Já Siqueira protocolou representação contra Luiz Fernando acusando o colega de quebra de decoro pelo uso de verba de gabinete para a locação de imóvel pertencente a uma assessora de seu próprio gabinete. O caso foi revelado pelo Metrópoles.