
Tácio LorranColunas

PL paga R$ 300 mil à ex-mulher do líder do partido no Senado
A advogada Deborah Strockler Macintyre teve seu escritório contratado pelo PL em abril de 2026
atualizado
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O PL pagou R$ 300 mil, em abril deste ano, ao escritório da advogada Deborah Strockler Macintyre, que é ex-mulher do líder do partido no Senado, Carlos Portinho.
A despesa aparece na prestação de contas do PL como “serviços de consultoria jurídica”. Macintyre é mãe do filho mais velho de Carlos Portinho, Joaquim Macintyre Portinho.
Deborah, Joaquim e Carlos Portinho são, inclusive, sócios da empresa Loba Administração de Bens Próprios e Participações, que é administrada pela advogada.
O escritório de Deborah Strockler também foi contratado nas eleições de 2024 e 2022 para atender aos candidatos do PL.
Em 2024, ela recebeu R$ 190 mil do candidato a vereador pelo PL Jeremias de Caetés. Ele concorreu ao cargo na capital fluminense e não foi eleito.
Já em 2022, Strockler recebeu R$ 70 mil de três candidatos do PL. O maior valor pago foi por Fernando Veloso, candidato do partido à Câmara dos Deputados. Veloso repassou R$ 30 mil à ex-mulher de Carlos Portinho, por serviços de consultoria jurídica, e não foi eleito.
Renata Cordeiro Guerra e Bernardo Cunha Senra Barros, ambos candidatos pelo PL à Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), pagaram à advogada R$ 20 mil cada. Ambos também não foram eleitos.
Líder do PL no Senado, Portinho afirma que ex-mulher tem carreira reconhecida no direito eleitoral
Procurado, o senador Carlos Portinho informou que não participa das decisões administrativas ou contratações realizadas pelo PL, uma vez que nem sequer integra a direção partidária nem possui atribuição sobre a gestão do diretório.
“Tem conhecimento de que o escritório da advogada Deborah Macintyre possui reconhecida atuação na área do direito eleitoral no Estado do Rio de Janeiro, tendo prestado serviços de consultoria e assessoramento jurídico para candidatos e partidos de diferentes espectros políticos, incluindo PP, PSD e o próprio PL”, acrescentou o senador.
Portinho disse também que a ex-mulher é especializada não somente no direito eleitoral, como também no civil e no esportivo, tendo sua carteira própria de clientes.
“Trata-se de um escritório com histórico de atuação na esfera política em campanhas eleitorais, especialmente no aconselhamento jurídico durante o período de pré-campanha e campanha, bem como no acompanhamento das prestações de contas posteriormente submetidas à Justiça Eleitoral, com diversos casos de aprovação das contas dos candidatos assessorados”, prosseguiu.
“O senador Carlos Portinho, desde quando assumiu o Senado, há 6 anos, licenciou-se na OAB, não possui participação em sociedade de advogados e não milita na área. Não interfere nas ações do escritório de sua ex-mulher, com quem foi casado na separação completa de bens, e divorciou-se há mais de 10 anos, não tendo convívio senão no que se refere ao seu filho e às suas obrigações regularmente cumpridas em respeito aos termos da separação”, finalizou Portinho.





