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Tácio Lorran

Filhas e ex de Ciro são sócias de firma que recebia mesada de Vorcaro

Uma das filhas de Ciro é sócia-administradora da CNFL Empreendimentos; irmão do senador foi alvo da PF por ser administrador do negócio

07/05/2026 15:03, atualizado 07/05/2026 17:27
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Ciro Nogueira, Eliane, Iracema e Maria Eduarda

As filhas e a ex-mulher de Ciro Nogueira são sócias na empresa CNFL Empreendimentos Imobiliários, que foi alvo de uma operação da Polícia Federal nesta quinta-feira (7/5) por receber pagamentos de uma empresa ligada ao dono do Banco Master, Daniel Vorcaro. O senador e seu irmão, Raimundo Nogueira, também aparecem no quadro da companhia.

Ciro e Raimundo Nogueira sofreram busca e apreensão da PF na manhã desta quinta-feira e estão proibidos, por ordem do Supremo Tribunal Federal, de se falarem. Administrador da CNFL Empreendimentos Imobiliários, o irmão do senador está sendo monitorado por tornozeleira eletrônica.

As filhas de Ciro, Eliane Portella Nogueira Lima e Maria Eduarda Portella Nogueira Lazarte, e a ex-mulher do senador, Iracema Maria Portella Nunes Nogueira Lima, não foram alvo da operação, apesar de terem as maiores participações na empresa que recebia mesada de Vorcaro.
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Duda é estudante de arquitetura
Eliane é mãe do ministro-chefe da Casa Civil, Ciro Nogueira
Ciro e Maria Eduarda Portella Nogueira
Os pais da noiva, a ex-deputada federal Iracema Portella e o senador Ciro Nogueira (PP-PI)
Ciro e Iracema Nogueira
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@mariaeduardapnl/Reprodução/Instagram
Eliane é mãe do ministro-chefe da Casa Civil, Ciro Nogueira
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Iracema Nogueira e Maria Eduarda Portella Nogueira
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Iracema Nogueira e Maria Eduarda Portella Nogueira

As medidas restritivas foram mais duras com Raimundo Nogueira, porque ele é administrador da CNFL Empreendimentos Imobiliários, o que, para a Polícia Federal, representa um risco maior, uma vez que ele tem “acesso a diversos documentos de relevo para a investigação”.

“A proibição de se ausentar da comarca, de contato com demais investigados e o monitoramento eletrônico mostram-se necessários para evitar a reiteração delitiva e a interferência na investigação”, disse a corporação.

Eliane Portella Nogueira Lima é sócia-administradora da empresa que recebia dinheiro do banqueiro. A irmã, a mãe e o pai configuram apenas como sócios.

Maria Eduarda e Eliane são detentoras do maior percentual do patrimônio da empresa: cada uma tem 47% de participação. Iracema tem 5% e Ciro, 1%. Os dados são da Junta Comercial do Piauí, onde a empresa é sediada.

A CNFL Empreendimentos Imobiliários, segundo investigações da Polícia Federal, recebia pagamentos da empresa BRGD S.A., ligada a Vorcaro.

A BRGD era controlada formalmente pelo pai de Felipe Vorcaro, um primo do banqueiro, e realizava os pagamentos mensais de R$ 300 mil a R$ 500 mil a Ciro Nogueira. Esses pagamentos eram feitos para a empresa CNFL Empreendimentos Imobiliários, registrada no nome de Ciro e de seus familiares.

Em nota, a defesa do Senador Ciro Nogueira disse que repudia qualquer ilação de ilicitude sobre suas condutas, especialmente em sua atuação parlamentar.

Leia a íntegra da nota da defesa:

“A defesa do senador Ciro Nogueira reitera o comprometimento do senador em contribuir com a Justiça, a fim de esclarecer que não teve qualquer participação em atividades ilícitas e nos fatos investigados, colocando-se à disposição para esclarecimentos.

Pondera, por fim, que medidas investigativas graves e invasivas tomadas com base em mera troca de mensagens, sobretudo por terceiros, podem se mostrar precipitadas e merecem a devida reflexão e controle severo de legalidade, tema que deverá ser enfrentado tecnicamente pelas Cortes Superiores muito em breve, assim como ocorreu com o uso indiscriminado de delações premiadas.”