Manoela Alcântara

Master: Mendonça manda irmão de Ciro Nogueira usar tornozeleira

Empresário está proibido de manter contato com investigados do Caso Master, incluindo o próprio senador

atualizado

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Arthur Menescal/Especial Metrópoles
Ciro Nogueira
1 de 1 Ciro Nogueira - Foto: Arthur Menescal/Especial Metrópoles

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que o empresário Raimundo Nogueira, irmão do senador Ciro Nogueira (PP-PI), utilize tornozeleira eletrônica.

Ciro e Raimundo foram alvos da Polícia Federal (PF) na manhã desta quinta-feira (7/5), no âmbito do inquérito do Caso Master.

De acordo com as determinações de Mendonça, Raimundo não poderá se comunicar com outros investigados do inquérito, incluindo o próprio senador.

Além do uso de tornozeleira eletrônica, Raimundo está proibido de deixar o município onde reside e de acessar sedes e escritórios das empresas investigadas.

Mendonça também determinou que o empresário mantenha distância mínima de 50 metros dos demais investigados e siga regras de monitoramento definidas pelo centro responsável pela tornozeleira.

Segundo as investigações da PF, Raimundo integra uma estrutura empresarial ligada ao senador. Uma empresa administrada por ele teria adquirido 30% da Green Investimentos S.A. por R$ 1 milhão, embora essa participação estivesse avaliada em cerca de R$ 13 milhões, segundo os investigadores.

A PF sustenta que a operação teria ocorrido com “expressivo deságio” e faria parte do suposto esquema de vantagens econômicas investigado no entorno do senador.

Conforme a decisão, a empresa adquirida ainda possuía participação em uma companhia do setor de energia que distribuía dividendos milionários aos acionistas.

Investigações

De acordo com os investigadores, havia interesses políticos e financeiros entre os dois, especialmente em razão da atuação do parlamentar em favor do Banco Master.

Em material enviado ao STF, a PF sustenta que Ciro teria exercido atuação parlamentar alinhada aos interesses do grupo empresarial de Vorcaro e que, paralelamente, recebeu vantagens econômicas e patrimoniais.

Segundo os investigadores, entre os benefícios identificados estariam a disponibilização gratuita de imóvel de alto padrão, custeio de viagens internacionais, pagamento de hospedagens de luxo, restaurantes e deslocamentos, uso de cartão destinado a despesas pessoais e indícios de recebimento de dinheiro em espécie.

Um dos exemplos citados pela PF envolve hospedagens no Park Hyatt New York, hotel cinco estrelas localizado em Manhattan, em Nova York.

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