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Tácio Lorran

Aman, onde Bolsonaro se formou, exclui livro que chama PT de corrupto

Obra “A Corrupção da Inteligência: Intelectuais e Poder no Brasil” estava na lista bibliográfica da Aman até o fim do ano passado

atualizado

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Igo Estrela/Metrópoles @igoestrela
Ex-presidente Jair Bolsonaro, acompanhado de autoridades, concede coletiva de imprensa no aeroporto de Brasília Metropoles
1 de 1 Ex-presidente Jair Bolsonaro, acompanhado de autoridades, concede coletiva de imprensa no aeroporto de Brasília Metropoles - Foto: <p>Igo Estrela/Metrópoles<br /> @igoestrela</p><div class="m-banner-wrap m-banner-rectangle m-publicity-content-middle"><div id="div-gpt-ad-geral-quadrado-1"></div></div> </p>

A Academia Militar das Agulhas Negras (Aman), onde o ex-presidente Jair Bolsonaro se formou oficial em 1977, retirou da referência bibliográfica de provas um livro que aborda o PT como “corrupto” e “corruptor”. Trata-se da obra “A Corrupção da Inteligência: Intelectuais e Poder no Brasil”, de Flávio Gordon.

O livro fazia parte da bibliografia da Aman até o fim de 2024, conforme documento obtido pela coluna via Lei de Acesso à Informação (LAI).

Veja imagens de Bolsonaro em cerimônia da Aman:

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Bruno Batista/VPR

Na obra, Gordon afirma que os agentes da corrupção mais nociva ao Brasil não são os políticos nem os empresários, mas os intelectuais, aí incluídos os jornalistas, além de professores e historiadores e da classe artística.

Livros da Aman

A escola de ensino superior do Exército Brasileiro, localizada em Resende (RJ), também recomenda livros de escritores famosos aos militares. Na lista, figuram a historiadora Lilia Moritz Schwarcz, com “História do Brasil Nação: 1808-2010”, e o jornalista William Waack, autor de “Camaradas”.

Outro deles – o integrante da Academia Brasileira de Letras até a morte, José Murilo de Carvalho – foi militante da Ação Popular, ligada à esquerda. O também historiador também escreveu “A Construção Nacional: 1830-1889” e “As Forças Armadas na Primeira República: O Poder Desestabilizador”.

Já o jornalista Elio Gaspari escreveu quatro livros que constam na lista da Aman destinada aos estudos dos militares. São eles: “A ditadura derrotada”, “A ditadura encurralada”, “A ditadura envergonhada” e “A ditadura escancarada”.

Sede da Aman
Sede da Aman

O pedido incluía as provas realizadas pelos estudantes, que só seriam disponibilizadas presencialmente em acesso restrito, além das referências bibliográficas delas.

A maioria das obras versa sobre a Ditadura Militar, mas também há obras sobre a Segunda Guerra Mundial, a Guerra Fria, o tenentismo e a Revolução de 1930, por exemplo. Parte da bibliografia foi escrita antes da década de 1980, quando o PT foi fundado.

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