
Rodrigo RangelColunas

“Fatalidade”, diz deputado que quis fiscalizar preparação do Brasil para a Copa
O baiano José Rocha, do União Brasil, foi ao Catar ver os jogos e registrou presença na Câmara como se estivesse em Brasília
atualizado
Compartilhar notícia

Pouco antes da Copa, deputados federais criaram um grupo para acompanhar a preparação da Seleção para a competição. A iniciativa, como era de se esperar, foi alvo de críticas — logo surgiu a desconfiança de que os parlamentares estariam interessados mesmo era em viajar para o Catar à custa dos cofres públicos.
Eles negaram que a intenção fosse essa. O responsável pela criação do grupo, porém, viajou. O deputado baiano José Rocha, do União Brasil, se afastou por um mês para acompanhar os jogos no país do Oriente Médio. Ele garante que pagou todas as despesas do próprio bolso. Ainda assim, derrapou: como mostrou a coluna, em um dos dias da viagem, já em Doha, Rocha registrou presença normalmente na Câmara, como se estivesse em Brasília.

Acompanhado da mulher, o deputado assistiu nos estádios aos jogos do Brasil. Após a eliminação, a despeito do interesse que tinha antes da Copa de averiguar com os colegas como estava a preparação dos atletas, ele tirou por menos o fiasco verde-amarelo.
Para José Rocha, que já foi cartola no futebol baiano, a derrota da Seleção não passou de uma fatalidade. “Pênalti é igual a jogo de palitinho, ou cara ou coroa. É imprevisível. Não pode, numa disputa de penalidades, fazer uma avaliação se o time foi bem ou mal”, disse, sem entrar no mérito do desempenho que impediu o Brasil de vencer no tempo normal a partida contra a Croácia, pelas quartas de final da Copa.
Rocha havia comunicado à Câmara que ficaria fora do país até o encerramento da competição. À coluna, ele disse que, com a eliminação do Brasil, antecipou a viagem de volta.