"Você vai gozar?": pergunta comum pode atrapalhar orgasmo feminino
Embora seja algo comum para homens, pesquisa mostra que perguntar “você vai gozar?” pode tirar concentração e dificultar o orgasmo feminino

É fato que o que é motivo de tesão para uns, pode ser bastante desmotivador para outros. Com o dirty talk, o famoso “falar putaria”, não é diferente. Segundo uma pesquisa realizada pelo site de educação sexual OMGYES, a fatídica pergunta “você vai gozar?” nem é sempre bem recebida pelas mulheres, revelando que grande parte das entrevistadas se desconcentra ao ouvir a frase.

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Ver todas“O maior obstáculo para o meu orgasmo, para mim, é a pergunta: ‘Você vai gozar logo?’, porque aí meus pensamentos tomam conta, tipo: ‘Será que estou demorando muito?’, ‘Será que eles estão entediados?’, e esses pensamentos me distraem completamente, e o orgasmo desaparece”, descreveu uma das participantes.
Entenda o problema
Em entrevista a um portal internacional, a sexóloga Annabelle Knight alertou que, embora não seja intencional, muitos homens não entendem que esse tipo de pergunta acaba gerando pressão na parceira. Isso acontece porque, em vez de permitir que a pessoa siga envolvida na conexão, o foco muda para o tempo e o desempenho.
“Sabe quando você recebe uma massagem nas costas de um amigo? É gostoso, mas depois de um tempo você começa a pensar: ‘Será que as mãos dele estão cansadas?’ ‘Devo agradecer agora?’ E durante esse tempo, você não está realmente sentindo o prazer da massagem”, exemplificou outra entrevistada.
Alguns rapazes, inclusive, costumam presumir que as mulheres devem chegar ao orgasmo rapidamente porque, mesmo com poucos minutos de penetração, eles atingem o ápice. “Isso pode até levar a fingir um orgasmo, simplesmente para aliviar essa pressão”, ressaltou a especialista.
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Dicas importantes
Para substituir a pergunta, Annabelle sugeriu utilizar opções que investiguem o prazer, e não o progresso. “Isso pode incluir perguntas como ‘você está gostando?’ ou ‘quer que eu continue assim?’. Você também pode perguntar se a velocidade está boa, ou até mesmo o ângulo”, exemplificou.
Além disso, ela reforçou ainda que as palavras nem sempre são necessárias, já que a comunicação não verbal também diz muito sobre o sexo. Ou seja, a linguagem corporal, a respiração, o movimento e até a capacidade de responder podem ser ainda mais intuitivos. “A dinâmica mais saudável geralmente é uma mistura de ambos”, concluiu.















