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As piores formas de terminar o relacionamento, segundo a psicologia

A Pouca Vergonha conversou com um neuropsicólogo para entender os piores jeitos de terminar um relacionamento – para você não fazer igual

atualizado

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Se há uma coisa com a qual praticamente todos concordam, é que terminar um relacionamento nunca é uma tarefa particularmente divertida ou fácil. Dito isso, existem maneiras atenciosas e gentis de lidar com a situação, em oposição a algumas das maneiras mais cruéis de encerrar uma relação.

Claro que não é um momento confortável para nenhum dos envolvidos, quem termina e quem leva o “fora”, então, o ideal é garantir que a pessoa se machuque o menos possível. Por tudo isso, pode-se dizer que colocar um ponto final em um relacionamento é uma habilidade que poucos têm. Não há como sair sem alguma dor.

O neuropsicólogo e arteterapeuta Flávio Nunes aponta que, do ponto de vista neurocientífico, os piores jeitos de terminar um namoro são aqueles que ativam intensamente os circuitos cerebrais associados à dor.

“O término de um relacionamento é um evento de grande impacto emocional, com profundas repercussões em nosso cérebro e psique. A forma como essa ruptura ocorre pode moldar significativamente o processo de luto e recuperação”, explica.

Término inesperado ou ghosting

Em qualquer término, ambos os parceiros precisam sentir pelo menos algum tipo de encerramento para começar o processo de cura — e é aí que entra a problemática do ghosting.

“A ausência de uma explicação ou mesmo de uma comunicação mínima gera uma ambiguidade intolerável para o cérebro. Isso pode levar a um estado de ansiedade crônica, ruminação obsessiva e dificuldade em seguir em frente, pois o cérebro não consegue “fechar o ciclo” e elaborar o luto”, comenta o profissional.

Mentiras ou desculpas

Honestidade é sempre a melhor política, e o mesmo vale para quando você está terminando um relacionamento. Dar desculpas óbvias ou mentir nesses casos, mesmo que você esteja tentando fazer a outra pessoa se sentir melhor, só piora a situação.

Em público

Se você está encerrando uma relação abusiva ou tóxica, terminar em público, para sua própria segurança, pode ser uma boa ideia. Agora, se esse não for o caso, pode ser cruel dar uma notícia tão dolorosa em um local público.

Dar falsas esperanças

O neuropsicólogo também destaca que o término com falsas promessas ou “pistas falsas”, que é aquele que promete uma reconciliação futura ou deixa a porta aberta quando não há intenção real de reatar, mantém o outro em um estado de esperança e incerteza e é igualmente ruim.

“Essa ‘recompensa intermitente’ é uma das formas mais potentes de reforço em neurociência e pode levar a uma dependência emocional prolongada, dificultando a desvinculação e o processo de luto”, detalha.

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Outro sinal é a falta de interesse em fazer planos juntos ou realizar atividades a dois
Redução no contato físico, abraços, beijos e relações íntimas, momentos próximos raros ou inexistentes e sensação de frieza e afastamento físico são outras formas de abuso que nem sempre são fáceis de identificar
Se perceber esses sinais, é fundamental conversar com seu parceiro sobre o ocorrido
Um dos desafios mais intensos num relacionamento é o chamado “afastamento silencioso"
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Outro sinal é a falta de interesse em fazer planos juntos ou realizar atividades a dois
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Outro sinal é a falta de interesse em fazer planos juntos ou realizar atividades a dois

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Redução no contato físico, abraços, beijos e relações íntimas, momentos próximos raros ou inexistentes e sensação de frieza e afastamento físico são outras formas de abuso que nem sempre são fáceis de identificar
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Redução no contato físico, abraços, beijos e relações íntimas, momentos próximos raros ou inexistentes e sensação de frieza e afastamento físico são outras formas de abuso que nem sempre são fáceis de identificar

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Se perceber esses sinais, é fundamental conversar com seu parceiro sobre o ocorrido
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Se perceber esses sinais, é fundamental conversar com seu parceiro sobre o ocorrido

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Por mensagem

Por mais que os celulares tenham beneficiado a humanidade, terminar por mensagem de texto é bem delicado. “Esta abordagem desumaniza a relação e nega a ambos os parceiros a oportunidade de uma comunicação direta e respeitosa. O cérebro interpreta essa mediação como uma falta de coragem e consideração, gerando sentimentos de humilhação, raiva e traição”, salienta Flávio.

“Sou eu, não você”

Se você nunca viveu o “não é você, sou eu”, com certeza já assistiu a um filme com essa cena e ela é super desconfortável.

Mas, afinal, tem jeito “ideal” de terminar um relacionamento?

O término ideal, por outro lado, busca minimizar a ativação dos circuitos de dor e estresse, com o objetivo de facilitar a aceitação e o início de um processo de luto saudável.

Imagem colorida de um homem e uma mulher brancos conversando em uma lanchonete

“Podemos começar falando que, no contexto ideal, a comunicação honesta, empática e direta (presencialmente, se possível) é o melhor caminho. A conversa pessoal, em um ambiente privado e tranquilo, permite a expressão genuína de sentimentos e o processamento conjunto da notícia”, comenta o profissional.

Além disso, Flávio acrescenta que é importante pensar na história e nos sentimentos da outra pessoa. “Reconhecer a importância do relacionamento e valorizar o tempo e os sentimentos compartilhados são fundamentais. Isso valida a experiência do outro e minimiza a sensação de anulação. Expressar gratidão pelos momentos vividos, mesmo diante da separação, pode ativar circuitos de recompensa associados à lembrança de experiências positivas, auxiliando na transição.”

“O término de um relacionamento é um processo complexo. Priorizar a dignidade, a honestidade e a empatia no momento da separação é crucial para minimizar o sofrimento psíquico e neurológico, abrindo caminho para a recuperação e o crescimento pessoal de ambos os indivíduos envolvidos. Além de deixar claro que o que ambos viveram foi real e autêntico”, finaliza.

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