Não é no pênis: resposta sexual masculina começa pelo cérebro
Embora o desempenho sexual masculino seja sempre associado ao pênis, esta não deve ser a única métrica. Veja o que diz sexóloga sobre tema

A vida sexual dos homens costuma ser sempre associada ao pênis e à potência da ereção. Apesar de também serem importantes, hoje, sabe-se que estas não devem ser as únicas métricas — já que a resposta sexual masculina não depende apenas do órgão em si. Ou seja, começa no cérebro, passa pelo sistema nervoso e envolve hormônios, emoções, memórias e até segurança emocional.

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Em entrevista ao Metrópoles, a sexóloga Stephanie Seitz destaca que, antes de qualquer resposta física, existe uma resposta mental. Por conta disso, a sexualidade moderna enfrenta um grande dilema: com o excesso de estímulos, cada vez mais homens confundem a dificuldade de se desligar com alguma disfunção sexual.
“O celular nunca sai da mão. As notificações chegam o tempo inteiro. O trabalho invade a vida pessoal. A pornografia está disponível em segundos. As redes sociais alimentam comparações constantes e a sensação de que é preciso performar o tempo todo”, comenta a especialista.
Assim, um cérebro sobrecarregado não consegue viver plenamente uma experiência que exige tanta presença como o ato sexual. “Na prática clínica e na sexologia, observamos cada vez mais homens que conseguem manter uma ereção, mas não conseguem permanecer emocionalmente presentes durante o sexo”, menciona.
Outros fatores
De acordo com Stephanie, esse fenômeno é descrito como spectatoring, que caracteriza quando uma pessoa deixa de viver a experiência para observar a si mesma como um terceiro. “O sexo deixa de ser um encontro para se transformar em uma prova. E prazer não combina com vigilância. Também não podemos ignorar o impacto da saúde mental.”
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O estresse crônico, por exemplo, aumenta a produção de cortisol, hormônio que, quando elevado, interfere em mecanismos relacionados ao desejo, ao relaxamento e à resposta sexual. Não à toa, homens ansiosos e exaustos relatam perda de libido e dificuldade para se envolver na relação, mesmo sem qualquer alteração física.
Por último, a sexóloga lembra a importância de falar menos sobre duração e performance, e mais sobre qualidade do sono, saúde mental, atividade física, e alimentação.
“No fim das contas, a maior potência sexual que um homem pode desenvolver talvez não esteja no próprio corpo, mas na capacidade de estar inteiro ao lado de quem escolheu”, encerra.















