Inscreva-se no canal MetrópolesTV no YouTube
Pouca vergonha

Frequência sexual não está associada ao nível de paixão, sugere estudo

Frequência do sexo não mede a intensidade do amor, aponta estudo australiano que relaciona vida sexual a outros fatores do relacionamento

28/07/2026 14:33
Magnific
Foto colorida de mulheres em momento íntimo

Não é incomum que as pessoas associem a frequência das relações sexuais ao nível de paixão entre um casal. Um novo estudo publicado na revista científica Current Sexual Health Reports, porém, contraria essa crença. Segundo a revisão, fatores como intensidade do desejo, força dos sentimentos, pensamentos constantes e nível de dedicação não foram capazes de prever com que frequência o casal transa.

Receba no seu email as notícias da coluna Pouca Vergonha

Frequência de envio: Semanal

Ver todas as newsletters

Em contrapartida, a pesquisa reforçou que o início do relacionamento, sim, está associado a uma maior frequência sexual. Jovens adultos relataram uma média de 3,5 relações por semana, enquanto casais casados registraram, em média, uma relação semanal.

Frequência sexual não está associada ao nível de paixão, sugere estudo - destaque galeria
5 imagens
Uma vida sexual ativa e saudável tem impacto direto no bem-estar
O prazer e o orgasmo liberam hormônios responsáveis pela diminuição do estresse e pela melhora do sono
É possível manter a sexualidade ativa e saudável até a terceira idade
No sexo, a liberdade permite testar novas posições e descobrir novas formas de prazer
O sexo é um dos pilares para uma vida saudável, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS)
1 de 5

O sexo é um dos pilares para uma vida saudável, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS)

PeopleImages/Getty Images
Uma vida sexual ativa e saudável tem impacto direto no bem-estar
2 de 5

Uma vida sexual ativa e saudável tem impacto direto no bem-estar

Yana Iskayeva/Getty Images
O prazer e o orgasmo liberam hormônios responsáveis pela diminuição do estresse e pela melhora do sono
3 de 5

O prazer e o orgasmo liberam hormônios responsáveis pela diminuição do estresse e pela melhora do sono

Getty Images
É possível manter a sexualidade ativa e saudável até a terceira idade
4 de 5

É possível manter a sexualidade ativa e saudável até a terceira idade

filadendron/Getty Images
No sexo, a liberdade permite testar novas posições e descobrir novas formas de prazer
5 de 5

No sexo, a liberdade permite testar novas posições e descobrir novas formas de prazer

South_agency/Getty Images

“Surpreendentemente, os cientistas não costumam investigar a frequência sexual em pessoas que vivenciam o amor romântico”, destacou Adam Bode, pesquisador da Universidade de Melbourne, na Austrália, e líder da revisão, em entrevista a um portal internacional.

O que dizem os dados

Os dados sugerem que a frequência das relações sexuais está mais relacionada a um amor estável do que à intensidade da paixão. Além disso, pesquisas de neuroimagem indicam que, após cerca de um ano de relacionamento, a frequência do sexo pode diminuir, mesmo quando o casal continua vivenciando sentimentos intensos.

A revisão também cita uma análise que identificou quatro perfis amorosos: leve, moderado, intenso e libidinoso. Embora o grupo classificado como intenso apresentasse níveis mais elevados de romance e compromisso, o grupo libidinoso fazia mais sexo — quase dez vezes por semana — e demonstrava maior energia e abertura para novas experiências.

Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles
A quantidade de sexo não diz nada sobre o amor entre a dupla

Os pesquisadores também observaram que esse grupo fazia maior uso de antidepressivos da classe dos ISRS, o que, segundo a análise, sugere que o entusiasmo característico do início do relacionamento pode superar o efeito colateral desses medicamentos sobre o desejo sexual.

Surpresa para o pesquisador

Ao final, o próprio líder do estudo afirmou ter se surpreendido com os resultados. “Para ser honesto, fiquei um pouco surpreso com a baixa frequência média de relações sexuais entre jovens adultos apaixonados. Na minha experiência pessoal, quando eu era jovem e apaixonado, fazia sexo com essa frequência todos os dias. Então, acho que sou um pouco atípico”, concluiu.