Caso Arlindinho e Érika Januza: o que é o swing e como praticar
Quando combinado e bem conversado, o swing pode, em vez de separar, aproximar ainda mais os casais e aumentar a intimidade

No último fim de semana, notícias sobre uma possível crise no relacionamento entre o sambista Arlindinho e a atriz Érika Januza se espalharam. A atriz apagou registros do relacionamento e deixou de seguir o sambista após imagens dele em frente a uma casa de swing virem à tona. Mas o que é o swing e por que a prática pode ter sido o pivô da separação?

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Ver todasEntenda
- Um vídeo que mostra Arlindinho em frente a uma conhecida casa de swing na Zona Sul do Rio de Janeiro, feito no dia 10 de julho, viralizou nas redes.
- Após o vazamento das imagens, Érika Januza não chegou a confirmar ou negar o término, mas apagou os registros com o sambista das redes e deixou de segui-lo.
- O swing é uma prática conhecida pela troca de casais.
- Desde que seja consensual e combinado entre o casal, não configura traição, mas sim uma forma de se relacionar sexualmente.
O swing consiste em uma prática de relacionamento que envolve a troca de parceiros entre casais. No entanto, vale destacar que as experiências podem envolver tanto a penetração com casais trocados (hard swing) como o voyeurismo, exibicionismo, menage à trois e sexo grupal. Ou seja: nem sempre há a troca direta entre casais, sendo possível outras alternativas.
E embora o flagra possa ter, de fato, sido a causa da separação entre a atriz e o sambista, Gustavo Ferreira, head de marketing do Ysos, um app voltado para encontros casuais não monogâmicos, o caso ressalta a falta de diálogo entre casais. Para ele, não é o swing que separa casais, é a falta de conversa sobre ele.
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“Para alguns casais, amar também significa querer ver a pessoa que está ao seu lado feliz, mesmo quando essa felicidade inclui se relacionar com outras pessoas. Mas isso só funciona quando existe conversa e acordo entre os dois.”
Ums pesquisa realizada pelo aplicativo mostra ainda que para 64% dos usuários a preparação fundamental para qualquer experiência compartilhada é conversar muito. Ou seja, o diálogo e a sinceridade são essenciais para que a prática seja prazerosa para todos.
Entre algumas das regras mais comentadas pelos casais, estão o uso de preservativos, a definição de limites e acordos sobre quem pode participar das experiências.
Para cada casal, um combinado
Casados há mais de 17 anos, Natalia e Bruno Iura são adeptos do swing, mas antes de aderir a prática, se prepararam intensamente. “Nós lemos muito a respeito, conversamos com uns amigos, pesquisamos sobre algumas casas e estávamos realmente muito curiosos”, conta Natalia.
Os combinados, entretanto, são muito claros e precisam ser respeitados. Eles não saem sozinhos com outras pessoas, mas quando estão no mesmo ambiente, podem se relacionar com quem quiser. “O nosso relacionamento tem uma cumplicidade enorme, muito amor e respeito. Somos muito livres nessa questão.”
Como começar?
Para quem tem vontade de começar no swing, a sexóloga e terapeuta sexual Gabriela Marinho explica que o primeiro passo é a conversa. “Se vocês tomaram a decisão juntos, a segunda coisa é fazer uma boa pesquisa de que lugares vocês estão dispostos a conhecer e até onde estão dispostos a ir”, orientou, em entrevista anterior ao Metrópoles.
Pesquisadora e palestrante sobre sexualidade e universo liberal, Mayumi Sato aponta que, basicamente, nos encontros de swing, casais trocam de parceiros, mas existem regras que precisam ser observadas.
“Tem quem curta só assistir, quem prefira ficar só nos beijos e carícias (o chamado soft swap), e quem tope a troca completa (full swap). Há também casais que gostam de receber uma terceira pessoa ou viver experiências paralelas”, exemplifica.

Esse tipo de encontro pode acontecer em festas específicas, casas de swing ou até mesmo no ambiente escolhido pelos envolvidos, em encontros que muitas vezes são combinados por meio de aplicativos próprios para isso.
“Tudo deve começar com conversa, alinhamento de expectativas e respeito mútuo. O clima costuma ser leve e sem pressão. Nada acontece sem consentimento e normalmente é a mulher quem define os limites da interação”, reforça.















