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Pouca vergonha

Casal gera polêmica ao abrir clube de swing e vetar pessoas "feias"

Tanya e Ashley Marum criaram boate própria após frustração com frequentadores considerados pouco atraentes em outras casas de swing

29/08/2025 11:48, atualizado 29/08/2025 11:49
Casal gera polêmica ao abrir clube de swing e vetar pessoas “feias”
Casal gera polêmica ao abrir clube de swing e vetar pessoas “feias”

Tanya e Ashley Marum, ambos de 32 anos, decidiram transformar a própria experiência no universo do swing em um negócio, mas com um critério polêmico: só participam dos eventos organizados por eles pessoas que consideram fisicamente atraentes.

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Casados desde 2019, os dois começaram a praticar o swing poucos meses após o matrimônio. A decisão surgiu como uma forma de Tanya explorar sua bissexualidade. No início, o casal se relacionava apenas com mulheres, mas logo passou a frequentar clubes especializados e conhecer outros pares.

“Acho que isso fortaleceu nosso relacionamento emocional e sexualmente”, afirmou Tanya no seu podcast, Pineapple Lounge. Ashley também destacou que a prática aumentou a confiança entre os dois, com uma única regra entre eles: jamais participar das experiências separadamente.

Com o tempo, segundo os dois, passaram a se incomodar com o perfil dos frequentadores das casas que visitavam. Para resolver isso, criaram o próprio clube, onde eles mesmos fazem a “curadoria” dos participantes. As inscrições são feitas on-line, e o casal se reserva ao direito de recusar candidatos considerados “feios”, embora não revelem quais critérios usam para definir isso.

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foto colorida mulheres na balada

“Hoje, organizamos eventos com mais de 300 pessoas. Queremos gente bonita, que se cuide. A ideia não é trazer só o seu tipo, mas pessoas que tenham boa aparência”, explicou Ashley.

De acordo com Tanya, que é dona de um salão de beleza, as amigas apoiam o estilo de vida do casal. Já Ashley, que trabalha como limpador de janelas, conta que alguns colegas até demonstram inveja.

Apesar da controvérsia, ela afirma que o clube vai além do sexo: “É uma comunidade acolhedora. Fizemos grandes amizades por causa desse estilo de vida. Isso nos aproximou ainda mais, eu e o Ash”, disse Tanya.

Swing não é bagunça. Entenda as regras

Pesquisadora e palestrante sobre sexualidade e universo liberal, Mayumi Sato apontou, em entrevista anterior à coluna Pouca Vergonha, que, basicamente, nos encontros de swing, casais trocam de parceiros — na prática, porém, dá para viver experiências muito mais diversas.

“Tem quem curta só assistir, quem prefira ficar só nos beijos e carícias (o chamado soft swap), e quem tope a troca completa (full swap). Há também casais que gostam de receber uma terceira pessoa ou viver experiências paralelas”, exemplificou a profissional.

Esses encontros podem rolar em festas, casas de swing ou serem combinados por aplicativos. Tudo deve começar com conversa, alinhamento de expectativas e respeito mútuo. O clima costuma ser leve e sem pressão.

Também à coluna, o casal liberal Bibi Hot e Renato, do site dedicado a swing Guia Meio Liberal, compartilhou que o funcionamento tem certo padrão. “Assim que você entra, é uma balada normal, tem bar e o lounge na maioria das casas. Muita gente imagina ser um lugar onde todo mundo já chega se pegando. Na verdade, não é assim. E não, não é todo mundo pelado, e ninguém é obrigado a tirar a roupa”, salientaram.

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Mayumi, que é CMO do Sexlog e do Ysos, emendou que a principal regra é de que nada acontece sem consentimento. “Vale lembrar que, na maioria das vezes, é a mulher quem define os limites da interação, ela precisa estar confortável e segura. O melhor é que toda abordagem comece por ela.”

Antes de iniciar, é essencial alinhar expectativas, conversar, estabelecer o que cada um topa ou não. “Não dá para assumir que todo mundo quer a mesma coisa. Perguntar, escutar e ir aos poucos evita mal-entendidos”, comentou a expert.

Renato e Bibi acrescentaram que entre as principais regras, estão: não tocar nas pessoas sem permissão, não forçar situações e respeitar as negativas, afinal, “não é não”, inclusive no swing.

“Os casais estão ali de forma consensual, buscando experiências juntos, e o cuidado com as interações é redobrado. O uso de preservativo é indispensável. Pessoas que não são do meio sempre questionam, mas só quem frequenta sabe o quanto quem é do meio liberal busca se cuidar”, pontuaram os influenciadores.

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