Embora conhecida, PrEP ainda é pouco usada no Brasil, aponta pesquisa
Cerca de 72% brasileiros conhecem a PrEP, mas poucos realmente utilizam a estratégia de prevenção ao HIV, aponta relatório internacional

Embora a profilaxia pré-exposição ao HIV (PrEP) já faça parte do vocabulário de grande parte dos brasileiros, a adesão ao método ainda está distante do ideal. É o que mostra o relatório internacional Closing the Gap, que revela um cenário em que a informação avança mais rápido do que o uso efetivo da estratégia de prevenção.

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Ver todasSegundo o levantamento, realizado pelo Grindr, 72% dos brasileiros afirmam conhecer a PrEP de uso diário, mas apenas 28% já utilizaram o medicamento. A diferença é ainda mais expressiva quando se trata da PrEP sob demanda: 65% dizem conhecer essa modalidade, enquanto somente 13% fizeram uso.
Mais números
O Brasil, inclusive, registra o maior intervalo entre conhecimento e adesão à PrEP sob demanda entre todos os países participantes da pesquisa, com uma diferença de 52 pontos percentuais.
Neste caso, a indicação é para pessoas que têm relações ocasionais, funcionando por meio de comprimidos antes e depois do ato sexual. A recomendação é para homens cisgêneros, pessoas não binárias designadas como sexo masculino ao nascer, travestis e mulheres trans que não utilizam hormônios à base de estradiol.
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Os dados também mostram que a internet é a principal porta de entrada para quem busca informações sobre prevenção ao HIV. Entre os entrevistados brasileiros, 69% recorrem a pesquisa online para esclarecer dúvidas sobre a PrEP. Já o Grindr aparece como fonte de informação para apenas 26% dos participantes — o menor percentual registrado entre os países da América Latina incluídos no estudo.
Como foi feito o estudo
O relatório foi elaborado com base nas respostas de mais de 18 mil usuários do Grindr em dez países, em oito idiomas. A principal conclusão é que o conhecimento sobre a PrEP já alcançou níveis elevados, mas ainda existem barreiras que impedem que esse conhecimento se transforme em acesso e uso contínuo da prevenção.















