Explorar zonas erógenas além do pênis aumenta o prazer; veja quais são
Engana-se quem acredita que o pênis é o único responsável pelo prazer do homem. Explorar outras zonas pode proporcionar ainda mais orgasmos

Muitos homens acreditam que, para atingir o ápice, o protagonismo deve ser sempre voltado ao pênis. Este, no entanto, é um equívoco: a verdade é que o prazer acontece no cérebro e, apesar de o órgão ser uma importante zona erógena, não é a única. Por conta disso, estimular outras regiões do corpo pode ser tão essencial para o orgasmo quanto o pênis — dependendo, até mais.

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Ao Metrópoles, a sexóloga Stephanie Seitz explica que a resposta sexual é um processo complexo que envolve sistema nervoso, hormônios, emoções, memória e estímulos físicos.
“Por isso, fatores como estresse, ansiedade, insegurança e problemas no relacionamento podem impactar diretamente o prazer, mesmo quando não existe nenhuma alteração física”, comenta.
Sem levar isso em consideração, muitos homens crescem acreditando que todo sexo depende da ereção, o que, sabemos, não é nem de longe uma verdade absoluta. Além de ser um mito, essa crença coloca uma grande pressão no desempenho, fazendo com que eles deixem de explorar outras formas de sentir prazer.
Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles“Quando entendemos que o corpo inteiro participa da experiência sexual, deixamos de enxergar o sexo como uma prova de desempenho e passamos a viver uma experiência muito mais completa, prazerosa e conectada”, destaca.

Quais são as zonas erógenas além do pênis?
De acordo com a especialista, as principais zonas erógenas do homem incluem: pescoço, orelhas, lábios, couro cabeludo, mamilos, tórax, parte interna das coxas, glúteos, região lombar e o períneo, que é a área entre o escroto e o ânus.
“A região anal e a próstata também podem proporcionar sensações muito intensas, justamente pela grande quantidade de terminações nervosas”, ressalta.
Embora seja uma questão biológica, Stephanie lembra que não existe um mapa universal do prazer — ou seja, o que funciona para uma pessoa nem sempre dá certo para outra. “ O prazer é individual e a melhor forma de descobrir essas preferências é com curiosidade, comunicação e liberdade para conhecer o próprio corpo”, salienta.

Dicas para quem testar algo novo
A sexóloga, por fim, deixa uma orientação para casais que querem experimentar novas formas de prazer.
“Explorar novas regiões do corpo não significa seguir um roteiro ou aplicar técnicas específicas. Pode começar com beijos mais demorados, massagens, carícias em áreas diferentes, mudanças no ritmo do toque e, principalmente, prestando atenção às reações do parceiro”, orienta.
“A intimidade melhora quando existe curiosidade, diálogo e liberdade para experimentar sem cobranças. Pequenas mudanças, como dedicar mais tempo às preliminares, explorar diferentes tipos de toque, variar o ambiente ou simplesmente conversar sobre desejos e fantasias, já podem transformar completamente a experiência”, conclui a especialista da Intt.















