Não existe cirurgia para recuperar "virgindade anal", afirma médico
Coloproctologista explica por que não existe "virgindade anal" do ponto de vista médico e alerta para riscos de cirurgias estéticas

Em diferentes contextos culturais, a noção de virgindade costuma estar associada a expectativas sociais e morais. Quando o assunto é sexo anal, porém, surge uma pergunta controversa: existe alguma forma de “comprovar” o reconstruir uma suposta “virgindade anal”? A resposta para isso é que, do ponto de vista da medicina, não há nenhum procedimento reconhecido pelas sociedades de coloproctologia.

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Ao Metrópoles, o médico coloproctologista Danilo Munhóz explica que, diferentemente do hímen no canal vaginal, a região anal não possui uma estrutura que permita determinar ou recuperar uma suposta virgindade.
“O que algumas pessoas se referem geralmente está relacionado à ideia de estreitamento do canal anal ou à correção estética de pregas e alterações da pele ao redor do ânus”, afirma.
Segundo ele, em caso de cirurgias procuradas exclusivamente por questões estéticas, é fundamental que o paciente seja informado de que estruturas como essas são variações normais da anatomia humana. Além disso, o especialista ainda acrescenta que a região possui diversas funções delicadas relacionadas à continência e à evacuação.
“Na medicina, preservar a função e a saúde da região anal sempre deve ser mais importante do que perseguir padrões estéticos sem respaldo científico“, ressalta sobre a importância da avaliação rigorosa de qualquer procedimento.

Quando é necessário?
Em contrapartida, ele elenca situações em que intervenções anorretais possuem indicação médica clara:
- Tratamento de hemorroidas sintomáticas.
- Fissuras anais crônicas.
- Fístulas.
- Abscessos.
- Tumores.
- Sequelas de traumas.
- Deformidades decorrentes de cirurgias anteriores.
- Plicomas que causem dificuldade de higiene.
- Inflamações recorrentes.
- Desconforto importante.
“Nessas circunstâncias, o objetivo é aliviar sintomas, restaurar a anatomia e preservar a função do canal anal, sempre com base em evidências científicas e em critérios bem estabelecidos”, conclui.














