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Pouca vergonha

Disorgasmia: médica explica fenômeno que causa dores e cólicas após orgasmo

Algumas mulheres relatam sentir dores e cólicas após experimentar um orgasmo. Médica explica causas e sintomas que exigem atendimento médico

04/10/2026 12:12
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Mulher doente, vestida com roupa de casa cinza, sentada na cama, com as mãos sobre o estômago, sofrendo de dor intensa. Conceito de dor de estômago, cólica ou intoxicação alimentar. Metrópoles

Após atingir um orgasmo intenso, é natural experimentar sensações como tremores, dormência nos membros, sensibilidade e aumento da frequência cardíaca. No entanto, nem todos os efeitos podem ser positivos: algumas mulheres, por exemplo, sentem cólicas — fenômeno geralmente associado ao período menstrual.

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No fórum on-line Reddit, internautas debateram o tema. “Depois do orgasmo, às vezes sinto cólicas bem perceptíveis na região pélvica. Elas costumam durar de 10 a 15 minutos antes de diminuírem”, relatou uma mulher. “Não é insuportável, mas pode ser bastante desconfortável”, prosseguiu.

Na mesma plataforma, outra usuária contou que costuma sentir uma dor na parte inferior do abdômen, algo que se assemelha com uma sensação de “ar preso no corpo que não consegue sair”.

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O que diz a ciência

Segundo um estudo publicado no International Journal of Obstetrics and Gynaecology, quase uma em cada dez mulheres britânicas sentem dor durante o sexo, com a maioria delas tendo entre 50 e 60 anos. Outras estatísticas apresentadas indicaram que, em 2025, o número registrado foi um pouco superior: cerca de 15%.

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Em entrevista a um portal internacional, a médica Clair Grainger afirmou que esse fenômeno leva o nome de disorgasmia, termo que caracteriza dores durante ou após o ápice do prazer.

“Durante o orgasmo, os músculos do assoalho pélvico se contraem ritmicamente, e o útero também pode se contrair, por isso algumas pessoas podem sentir cólicas leves e passageiras depois”, explicou.

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O prazer depende de uma série de fatores

De acordo com a especialista, desconfortos frequentes podem estar associados com questões médicas como disfunção do assoalho pélvico, endometriose, cistos ovarianos ou doença inflamatória pélvica.

“Dor durante o sexo, corrimento vaginal ou sangramento incomum, dor ao urinar ou alterações no ciclo menstrual podem ajudar um profissional de saúde a entender o que pode estar acontecendo.”

Além disso, algumas ISTs podem causar esse efeito sem apresentar outros sintomas claros. Por conta disso, em caso de relação desprotegida ou contato com um novo parceiro, o ideal manter os testes em dia.

MagnificFoto colorida de teste médico
É importante fazer testagens de rotina

Outras orientações

Clair acrescentou ainda que, se as cólicas desaparecem rapidamente após o orgasmo, não há motivo de preocupação. “Dor pélvica súbita ou intensa, especialmente acompanhada de febre, sangramento abundante, tontura ou mal-estar geral, deve ser avaliada com urgência”, contrapõe.

Acerca de métodos contraceptivos como o DIU, a médica destacou que não é possível, de forma geral, fazer uma associação direta com a disorgasmia — já que cada pessoa reage de maneira diferente aos medicamentos.

Ao notar desconfortos persistentes, a orientação é sempre procurar atendimento profissional e não interromper o uso por conta própria.