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Comida no sexo: pode sim! Veja como aproveitar com segurança e prazer

O fetiche de incluir comida na hora do sexo pode causar infecções, por isso, higiene é essencial

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1 de 1 samantha jones - Foto: Reprodução

Lembra daquela cena de Sex and the City em que Samantha cobre o namorado com chantilly? Ou aquela outra, agora no filme de mesmo nome, em que a personagem interpretada por Kim Cattrall se transforma em uma bandeja de sushi nua? É real dizer que usar comida na hora do sexo pode ser ser sexy e criativo, mas quão seguro é?

Pensando em como explorar esse fetiche, a coluna Pouca Vergonha conversa com a ginecologista Tatianna Ribeiro, a fim de saber se é seguro usar alimentos em preliminares, massagens ou jogos sensoriais. Para a médica, tudo depende de cuidados com higiene, o local da aplicação e o tipo de alimento.

Ali Larter em cena do filme Marcação Cerrada

“Quando são colocados em áreas íntimas (como vagina, pênis ou ânus), o risco de infecção acaba sendo bem maior”, afirma.

Isso significa que a maioria dos alimentos está disponível para preliminares superficiais. Ou seja, espalhar calda de chocolate pelo corpo é aceitável, assim como “se servir” de prato para sushi. No entanto, quando se trata de inserir comida na vagina, ao redor da vulva, ou no ânus, use apenas os bons e velhos brinquedos sexuais.

Alimentos “inimigos” do sexo

Se você pensou em chocolate, chantilly ou mel quando falamos de sexo com comida, a médica destaca que esses são os piores.

“Os mais perigosos para uso íntimo são os açucarados (como mel, leite condensado, doce de leite, chantilly), os pegajosos ou fermentáveis, os que têm conservantes e aromatizantes artificiais, ou ainda os que têm pedaços sólidos (tipo frutas com sementes ou cascas), que podem causar microlesões. Frutas muito ácidas também podem irritar e causar ardência.”

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A profissional ainda destaca que, como costumam ser alimentos grudentos, são difíceis de limpar completamente, o que favorece a proliferação de microrganismos.

Produtos naturais oferecem menos riscos do que os industrializados?

Por outro lado, Tatianna declara que frutas frescas (sem acidez) e óleos vegetais comestíveis puros costumam ter menos aditivos químicos.

“Mas é bom lembrar que “natural” não quer dizer 100% seguro para as mucosas. O óleo de coco, por exemplo, é usado por algumas pessoas como lubrificante externo, mas ele pode danificar camisinhas de látex”, alerta.

A ginecologista, que atua na clínica Rehgio, ainda faz o adendo que o mel, mesmo sendo um produto natural, é muito açucarado e pegajoso favorecendo infecções.

Como incluir alimentos no sexo de forma segura?

Com alguns cuidados é, sim, possível aproveitar algumas comidas para explorar o prazer. “O ideal é usar os alimentos fora das mucosas, como na barriga, seios, pescoço, durante massagens, jogos ou fantasias, como alimentação erótica ou brincadeiras com olhos vendados.”

É importante evitar inserir qualquer alimento em partes íntimas, usar coisas muito doces ou grudentas em áreas com pelos, ou substâncias que possam comprometer o uso do preservativo, como óleos.

“No fim, é só higienizar bem o corpo depois e dar preferência a produtos comestíveis que já foram feitos para esse tipo de uso”, conclui Tatianna.

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