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Pouca vergonha

Asfixia erótica: entenda o fetiche de ser enforcado no sexo

Tem curiosidade por fetiches? Saiba como funciona o tesão por ser enforcado no sexo e se a prática é segura e saudável

01/01/2023 02:00
Jupiterimages/Getty Images
Mulher com coleira - Metrópoles

“Seu seguro de vida sabe que você gosta de ser enforcado(a)?”. O meme surgiu à medida em que os fetichistas que curtem asfixia erótica na cama foram “colocando as garrinhas de fora”. Dos mais “baunilha”, que preferem algo mais suave, até os mais extremos, o fato é que o fetiche é mais comum do que se imagina.

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Segundo o terapeuta sexual André Almeida, a adrenalina gerada pela asfixiofilia – como é chamada também a asfixia erótica – pode gerar, em quem gosta da prática, sensações estimulantes sexualmente.

“Além disso, alguns estudos apontam que a baixa oxigenação no cérebro gera alterações sensoriais que podem ser entendidas como erógenas e prazerosas, dependendo do grau”, explica.

A prática está englobada no BDSM (bondage e disciplina; dominação e submissão; sadismo e masoquismo) e envolve uma dinâmica de dominação e submissão. Por mais que em um primeiro momento possa parecer um fetiche extremo, assim como outras práticas do meio, requer cuidado e determinadas regras — além, é claro, de consentimento.

“Pode ser visto como extremo para quem está fora da comunidade, porém não necessariamente — inclusive, é preciso  cuidado para não cair no preconceito com quem utiliza práticas que saem do ‘vanilla’ [termo usado como apelido para quem é normativo no sexo]”, alerta André.

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É saudável?

Do ponto de vista psicológico, o especialista afirma que a asfixiofilia não deixa de ser um fetiche saudável, desde que – assim como qualquer outro – as regras do SCS (são, consensual e saudável) sejam respeitadas. Para isso, é importante estar atento a alguns fatores.

“Sinais claros sinalizando interrupção (palavra de segurança), conversa para consentimento (nunca pegar de surpresa), estabelecer regras claras, se informar com pessoas da comunidade bdsmista sobre formas seguras de realização e evitar a utilização de entorpecentes ou qualquer droga que tire comprometa a percepção clara da realidade são alguns dos cuidados essenciais”, finaliza.