Paulo Cappelli

Venezuela desmente alerta do governo Trump: “Risco inexistente”

Caracas afirma que alerta dos EUA se baseia em “relatos inexistentes”; Washington mantém risco máximo e pede saída imediata de americanos

atualizado

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Imagem colorida mostra ilustração com Donald Trump, Delcy Rodríguez e ao fundo a bandeira da Venezuela - Metrópoles
1 de 1 Imagem colorida mostra ilustração com Donald Trump, Delcy Rodríguez e ao fundo a bandeira da Venezuela - Metrópoles - Foto: Carla Sena/Arte Metrópoles

O governo da Venezuela contestou alerta de segurança emitido pelos Estados Unidos que recomenda que cidadãos americanos deixem o país “imediatamente”. Em comunicado divulgado dia 10 de janeiro de 2026, o Ministério do Poder Popular para Relações Exteriores afirmou que a advertência norte-americana “se fundamenta em relatos inexistentes, orientados a fabricar uma percepção de risco que não existe”.

O alerta foi publicado pelo TravelGov, órgão do Departamento de Estado dos EUA, e informa que a situação de segurança na Venezuela “permanece fluida”. Segundo o texto, com a retomada de voos internacionais, cidadãos dos Estados Unidos que estejam no país devem deixar o território venezuelano. O governo americano orienta ainda que, antes da partida, os viajantes adotem precauções adicionais e mantenham atenção ao entorno.

A comunicação dos EUA menciona a atuação de “grupos de milícias armadas montando bloqueios em estradas e revistando veículos em busca de indícios de cidadania americana ou apoio aos Estados Unidos”. O alerta recomenda vigilância ao trafegar por rodovias e o acompanhamento constante de informações divulgadas por companhias aéreas.

O Departamento de Estado classifica a Venezuela no Nível 4: Não Viaje, o mais alto de sua escala de risco. A avaliação cita “riscos severos para americanos”, incluindo “detenção injusta, tortura durante a detenção, terrorismo, sequestro, aplicação arbitrária de leis locais, criminalidade, distúrbios civis e infraestrutura de saúde precária”.

Em resposta, o governo venezuelano declarou que o país vive um cenário de “absoluta calma, paz e estabilidade”. Segundo o comunicado oficial, “todos os centros povoados, vias de comunicação, pontos de controle e dispositivos de segurança funcionam com normalidade”, e “a totalidade das armas da República se encontra sob o controle do Governo Bolivariano”, definido como “único garantidor do monopólio legítimo da força e da tranquilidade do povo venezuelano”.

O texto, assinado pelo Ministério das Relações Exteriores, conclui com a reafirmação do “compromisso com a proteção da paz, da estabilidade institucional e da convivência do povo venezuelano”.

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