Metrópoles - O mais acessado do Brasil
Inscreva-se no canal MetrópolesTV no YouTube
Paulo Cappelli

Tarcísio tira cargo de agente penitenciária que fraudou atestados

Agente penitenciária punida por Tarcísio foi denunciada por enriquecimento ilícito por justificar faltas ao serviço com documentos falsos

Petrônio Viana05/04/2024 05:00, atualizado 05/04/2024 11:16
Metrópoles - O mais acessado do Brasil
Compartilhar notícia
Sergio Barzaghi/Governo de SP
Foto colorida do governador Tarcísio de Freitas em evento da Rota Bolsonaro - Metrópoles

O governador Tarcísio de Freitas decretou a perda do cargo público da agente penitenciária Elaine Cristina Haberman Gomes, lotada no Complexo Penitenciário de Tremembé. Em maio de 2023, a agente foi denunciada pelo Ministério Público do Estado de São Paulo (MPSP) por receber vencimentos sem trabalhar, mediante apresentação de atestados médicos fraudados.

Pela prática, ocorrida entre 2014 e 2017 e prevista no artigo 9º da Lei nº 8.429/92, Elaine Haberman foi acusada de enriquecimento ilícito e respondeu a uma ação civil por improbidade administrativa na 3ª Vara da Fazenda Pública de São Paulo. No período em que apresentou os atestados falsos, a agente atuava na Penitenciária Feminina Sandra Aparecida Lario Vianna, em Pirajuí.

Tarcísio tira cargo de agente penitenciária que fraudou atestados - destaque galeria
2 imagens
Tarcísio de Freitas garantiu punição para PMs acusados de envolvimento com o PCC
Agente punida por Tarcísio atuava em Tremembé
1 de 2

Agente punida por Tarcísio atuava em Tremembé

Reprodução
Tarcísio de Freitas garantiu punição para PMs acusados de envolvimento com o PCC
2 de 2

Tarcísio de Freitas garantiu punição para PMs acusados de envolvimento com o PCC

Sergio Barzaghi/Governo de SP

“No exercício da função de agente de segurança penitenciária do Estado de São Paulo, no período de setembro de 2014 a setembro de 2017, praticou atos ímprobos de enriquecimento ilícito decorrente da percepção de remuneração sem a correspondente contraprestação em serviços, em razão da apresentação de atestados falsos para justificar ausências no trabalho”, apontou a denúncia do MPSP.

Pacote anticrime

Para evitar a prisão, a agente acabou firmando acordo de não persecução civil com o MPSP e foi demitida do cargo em dezembro de 2023. Com a perda da função pública, que só pode ser aplicada em caso de condenação criminal ou atos comprovados de improbidade administrativa, qualquer vínculo entre a ex-servidora e o poder público é encerrado.

A perda do cargo pública foi decretada por Tarcísio a partir do trânsito em julgado da sentença que homologou o acordo de não persecução civil.

O acordo de não persecução penal foi incluído na Lei nº 13.964, de 2019, o chamado “Pacote Anticrime”. O Ministério Público pode oferecer o benefício ao réu que tenha confessado a prática de crime sem violência ou ameaça cuja pena mínima seja inferior a 4 anos de prisão. O acordo prevê a exclusão do caso nos antecedentes criminais, exceto para impedir a concessão de um novo benefício no prazo de cinco anos.

Receba no seu email as notícias da coluna Boletim Metrópoles

Frequência de envio: Diário

Ver todas as newsletters