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Paulo Cappelli

Tarcísio amplia punição a policial preso por atuar para o PCC

Policial demitido por Tarcísio foi condenado a dois anos de prisão em regime semiaberto por passar informações sigilosas para o PCC

03/04/2024 08:24, atualizado 03/04/2024 14:20
Marcelo S. Camargo / Governo doEstado de SP
Imagem colorida mostra Tarcísio de Freitas, homem branco, de terno cinza e camisa branca, falando em um púlpito de acrílico com o logotipo da Polícia Civil, em um palco, com pessoas de roupas sociais atrás dele, e um fundo verde - Metrópoles

O governador Tarcísio de Freitas ampliou a punição aplicada ao investigador da Polícia Civil de São Paulo (PCSP) Fernando Toshiyuki Fujino, condenado por atuar como infiltrado do Primeiro Comando da Capital (PCC). Fujino cumpre pena desde setembro de 2023 e foi demitido do cargo por Tarcísio em dezembro, como mostrou a coluna.  

Tarcísio decretou a perda da função pública de Fujino, o que encerra qualquer vínculo entre o servidor e o órgão público onde atuava. Diferentemente da demissão, que é a dispensa do servidor por motivos disciplinares, mau desempenho ou violação de regras, a perda da função pública só pode ser aplicada em caso de condenação criminal ou atos comprovados de improbidade administrativa.

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Carlos Moroni Filho
Willian Felipe Martins Soares
Marcos Roberto Munhoz
Fernando Toshiyuki Fujino foi condenado a dois anos de prisão em regime semiaberto em 2019
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Fernando Toshiyuki Fujino foi condenado a dois anos de prisão em regime semiaberto em 2019

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Marcos Roberto Munhoz
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Marcos Roberto Munhoz

De acordo com a denúncia apresentada pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP), Fujino e os investigadores Carlos Moroni Filho, Marcos Roberto Munhoz e Willian Felipe Martins Soares recebiam dinheiro do PCC para repassar informações sigilosas sobre operações de repressão ao tráfico, garantindo a liberdade de integrantes da facção.

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Os quatro foram presos em 2013, durante operação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do MPSP. Os policiais atuavam na Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes (Dise) de Sorocaba e foram monitorados por escutas telefônicas autorizadas pela Justiça.

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Moroni e Munhoz foram condenados em 2019 a seis anos de prisão em regime semiaberto e perda dos cargos por vazamento de informações sigilosas e falsidade ideológica. Fujino e Soares pegaram dois anos em regime semiaberto e perda de cargos por concussão. Moroni, Munhoz e Soares também foram demitidos por Tarcísio em dezembro de 2023.