
Paulo CappelliColunas

Rui Falcão aciona MPE contra Tarcísio por suposta campanha antecipada
Parlamentar afirma que vídeo em metrô publicado por Tarcísio antes da abertura do metrô configura promoção pessoal com uso de bem público
atualizado
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O deputado federal Rui Falcão (PT) acionou o Ministério Público Eleitoral (MPE) contra o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), por suposta campanha antecipada relacionada à divulgação de um vídeo gravado na Linha 17-Ouro do metrô antes da abertura ao público. Na representação, o parlamentar afirma que o conteúdo publicado nas redes sociais do governador tem caráter eleitoral e foi produzido com acesso exclusivo a um bem público.
Segundo o deputado, o vídeo foi gravado na manhã de 31 de março de 2026, antes da inauguração oficial da linha, prevista para o mesmo dia. Ele sustenta que o governador percorreu trens e estações ainda fechados ao público, o que indicaria uso de prerrogativas do cargo para produzir material com finalidade eleitoral.
“O conteúdo publicado nas redes sociais do governador — que já se apresentou como pré-candidato à reeleição em 2026 — possui inequívoca aptidão de promover positivamente sua imagem, associando-a à entrega de obra pública de grande impacto e visibilidade”, diz o documento.
Falcão também afirma que o acesso ao local não estava disponível a outros pré-candidatos nem à população no momento da gravação. Para ele, o uso do espaço público em condições restritas configura vantagem indevida na disputa eleitoral e caracteriza antecipação de campanha.
“Mais do que isso, trata-se de propaganda antecipada realizada por meio vedado para o próprio período de campanha, uma vez que sequer no período eleitoral seria admissível a produção de conteúdo com acesso privilegiado a bens públicos.”
Na representação, o deputado pede que o Ministério Público Eleitoral apure os fatos e avalie a adoção de medidas cabíveis. Ele argumenta ainda que, além da campanha antecipada, houve uso de estrutura pública em benefício de promoção pessoal, o que, segundo sustenta, deve ser analisado pelas autoridades eleitorais.





