
Paulo CappelliColunas

Randolfe: “Lula não protege filho da investigação como fez Bolsonaro”
Líder do governo no Congresso, Randolfe Rodrigues destacou diferença na conduta de Lula e Bolsonaro com relação à Polícia Federal
atualizado
Compartilhar notícia
O senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), líder do governo no Congresso Nacional, sustentou que Lula e Jair Bolsonaro agiram de formas diferentes ao verem seus filhos sob a mira de investigações da Polícia Federal (PF). Em entrevista à coluna nesta quarta-feira (11/3), Randolfe também argumentou que a corporação tem atuado com autonomia, avançando sobre suspeitos de diferentes cores ideológicas.
“A primeira manifestação do presidente da República [Lula] em relação ao seu filho é contrastante com a manifestação do ex-presidente da República Jair Bolsonaro. Todos vocês lembram, o ex-presidente da República, em rede nacional de televisão, em vídeo, numa reunião ministerial, dizendo: ‘Não vou esperar que pegue um filho meu para trocar o superintendente da Polícia Federal’. Foi essa a manifestação do ex-presidente Jair Bolsonaro”, disse Randolfe Rodrigues.
“A manifestação do presidente Lula em relação ao seu filho foi: ‘Seja quem for que tiver devendo nessa fraude do INSS, vai pagar. Seja filho meu, seja agente do governo, seja quem for’. Você percebe como é contrastante a manifestação dos dois? Um buscou mudar as superintendências [da Polícia Federal] e os órgãos dirigentes de investigação para proteger o filho, que inclusive, no caso, o filho é o atual candidato [à Presidência], Flávio Bolsonaro”, afirmou o senador.
“A primeira coisa que muda é o comportamento diante do ilícito e da investigação. E sobre a condução da investigação. Nenhum governo está imune à corrupção. O que muda é o comportamento do governo em relação à corrupção. Alguns resolvem interferir nas investigações, outros resolvem dar total apoio, total poder às investigações”, disse Randolfe.
Quebra de sigilo
De acordo com o líder do governo, a bancada governista que integra a CPMI do INSS votou contra a quebra de sigilo de Lulinha a partir do momento que o presidente da comissão, senador Carlos Viana (Podemos-MG), não atendeu ao pedido de levar à votação uma série de requerimentos feitos pelo grupo.
“O problema ali não foi do mérito, foi do procedimento. Nós nos reunimos antes com o senhor Carlos Viana, presidente da CPMI, e dissemos: ‘Presidente, nós votamos os 80 requerimentos vossos, mas nós queremos votar esses 25. O que eram os 25? Eram a quebra de sigilo do [Fabiano] Zettel. Por que não foi quebrado ainda na CPMI?”, reclamou.
“A nossa indignação naquele momento era: ‘Por que se vota esses 80 e não se vota os outros 25? Por que não se vota o sigilo do senhor Zettel?”, questionou Randolfe.







