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Paulo Cappelli

MPF: prefeita fura fila do Minha Casa, Minha Vida para pôr secretários

Ação do MPF acusa prefeita de Araruama, Lívia de Chiquinho, por improbidade administrativa; parentes de secretários eram beneficiados

23/07/2023 05:30, atualizado 23/07/2023 12:40
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Prefeita Araruama

A Justiça Federal determinou o bloqueio de imóveis destinados irregularmente pelo programa Minha Casa, Minha Vida a oito pessoas em Araruama, no Rio de Janeiro. Os imóveis foram entregues pela prefeita Lívia Soares Bello da Silva, a Lívia de Chiquinho (PP), uma das denunciadas na ação proposta pelo Ministério Público Federal (MPF).

O MPF acusa a prefeita e outras 12 pessoas por atos de improbidade ao “permitir e usufruir” de unidades habitacionais do Minha Casa, Minha Vida. O inquérito sobre o caso foi instaurado em 2019.

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De acordo com a ação do MPF, pessoas que não se enquadravam nos critérios do programa foram incluídas entre os beneficiários ainda no primeiro mandato da prefeita, entre 2016 e 2020.

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Prefeita Lívia Soares Bello teria entregue imóveis a parentes de secretários e funcionários
Maurício Pinto de Melo e a prefeita Lívia Soares Bello são acusados de atos de improbidade
Imóveis ficam no Residencial Dolce Vita, em Araruama
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Imóveis ficam no Residencial Dolce Vita, em Araruama

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Prefeita Lívia Soares Bello teria entregue imóveis a parentes de secretários e funcionários
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Prefeita Lívia Soares Bello teria entregue imóveis a parentes de secretários e funcionários

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Maurício Pinto de Melo e a prefeita Lívia Soares Bello são acusados de atos de improbidade
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Maurício Pinto de Melo e a prefeita Lívia Soares Bello são acusados de atos de improbidade

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Entre elas, estariam servidores e secretários municipais e empregados da de Lívia de Chiquinho, que teriam tomado lugar de pessoas necessitadas.

A seleção dos beneficiários teria sido controlada por Maurício Pinto de Melo e Mirela Araújo da Silva, então secretário e subsecretária de Política Social de Araruama, com o conhecimento da prefeita. Os dois também foram denunciados pelo MPF.

Os imóveis tornados indisponíveis pela Justiça Federal ficam no Condomínio Dolce Vita. Eles haviam sido entregues à ex-esposa e uma filha de Maurício Pinto de Melo, a duas filhas da atual secretária de Política social Renata Costa Duarte, à irmã de um segurança particular da prefeita, ao irmão de uma ex-secretária municipal já falecida, a uma assistente administrativa da Assistência Social de Araruama e sua filha.

Procurada nesta quinta-feira (20/7), a Prefeitura de Araruama não se manifestou sobre o assunto.