MPF: prefeita fura fila do Minha Casa, Minha Vida para pôr secretários
Ação do MPF acusa prefeita de Araruama, Lívia de Chiquinho, por improbidade administrativa; parentes de secretários eram beneficiados

A Justiça Federal determinou o bloqueio de imóveis destinados irregularmente pelo programa Minha Casa, Minha Vida a oito pessoas em Araruama, no Rio de Janeiro. Os imóveis foram entregues pela prefeita Lívia Soares Bello da Silva, a Lívia de Chiquinho (PP), uma das denunciadas na ação proposta pelo Ministério Público Federal (MPF).
O MPF acusa a prefeita e outras 12 pessoas por atos de improbidade ao “permitir e usufruir” de unidades habitacionais do Minha Casa, Minha Vida. O inquérito sobre o caso foi instaurado em 2019.

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Ver todasDe acordo com a ação do MPF, pessoas que não se enquadravam nos critérios do programa foram incluídas entre os beneficiários ainda no primeiro mandato da prefeita, entre 2016 e 2020.
Entre elas, estariam servidores e secretários municipais e empregados da de Lívia de Chiquinho, que teriam tomado lugar de pessoas necessitadas.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesA seleção dos beneficiários teria sido controlada por Maurício Pinto de Melo e Mirela Araújo da Silva, então secretário e subsecretária de Política Social de Araruama, com o conhecimento da prefeita. Os dois também foram denunciados pelo MPF.
Os imóveis tornados indisponíveis pela Justiça Federal ficam no Condomínio Dolce Vita. Eles haviam sido entregues à ex-esposa e uma filha de Maurício Pinto de Melo, a duas filhas da atual secretária de Política social Renata Costa Duarte, à irmã de um segurança particular da prefeita, ao irmão de uma ex-secretária municipal já falecida, a uma assistente administrativa da Assistência Social de Araruama e sua filha.
Procurada nesta quinta-feira (20/7), a Prefeitura de Araruama não se manifestou sobre o assunto.










