Paulo Cappelli

Master: Jaques Wagner se manifesta sobre repasse à empresa da nora

Senador Jaques Wagner nega ter atuado em negociação entre Banco Master e empresa de sua nora

atualizado

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Rafael Nunes / Assessoria de imprensa do senador Jaques Wagner
Jaques Wagner
1 de 1 Jaques Wagner - Foto: Rafael Nunes / Assessoria de imprensa do senador Jaques Wagner

Em entrevista à coluna, o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT), manifestou-se sobre o repasse de R$ 11 milhões feito pelo Banco Master à empresa BK Financeira, de sua nora Bonnie de Bonilha. A empresa foi contratada para prospectar operações de crédito consignado para a companhia comandada por Daniel Vorcaro. O caso foi revelado pela coluna de Milena Teixeira, no Metrópoles.

Ao comentar o caso, Wagner afirmou que sua participação esteve restrita a decisões tomadas quando atuava no Governo da Bahia e disse que a relação da empresa de sua nora com o Banco Master ocorreu posteriormente.

“Quando recebemos o governo na Bahia, havia uma rede estatal de supermercados com um prejuízo anual de R$ 80 milhões. Quando Rui Costa era governador, eu era secretário de Desenvolvimento Econômico, e falei: ‘vamos privatizar isso aí’”, afirmou.

O senador disse que, após o processo de privatização, não participou de negociações posteriores e afirmou que a atuação da empresa ocorreu em momento seguinte, restrita à prestação de serviço ao banco.

“Uma empresa, que tem como sócia uma nora minha, intermediou uma negociação no tempo do Bolsonaro, e eles prestaram um serviço ao Banco [Master] e ganharam dinheiro”, disse.

Críticas a ACM Neto

O parlamentar também mencionou críticas feitas por adversários políticos e afirmou não ver irregularidade na operação. “Como apareceu do meu adversário, ACM Neto, uma consultoria que ele diz que não pode dizer que consultoria é, ele recebendo sei lá quantos milhões, na mesma hora jogaram essa história. Mas estou muito à vontade quanto a isso”, afirmou.

Wagner declarou ainda que, após a privatização, houve a atuação de diferentes intermediários financeiros e que o contrato foi posteriormente encerrado. “Depois da privatização, intermediário bancário tem vários, a empresa é uma intermediária bancária que prestou serviço e recebeu e depois teve até o contrário rescindido”, disse.

Questionado se havia intermediado a relação entre o Banco Master e a empresa de sua nora, o parlamentar negou participação direta no negócio. Segundo ele, não houve “nenhuma intermediação”.

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