Paulo Cappelli

Judeu, Jaques Wagner critica política do governo de Israel

Líder do governo Lula afirma que Netanyahu não representa pensamento judaico e condena guerra conduzida por Israel no Oriente Médio

atualizado

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Jaques Wagner em entrevista ao Metrópoles
1 de 1 Jaques Wagner em entrevista ao Metrópoles - Foto: LUIS NOVA/ESPECIAL METRÓPOLES @LuisGustavoNova

Líder do governo Lula no Senado, Jaques Wagner (PT) criticou a ofensiva militar conduzida pelo primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, e afirmou que a atuação do premiê não representa necessariamente o povo e a cultura judaica.

“Sou judeu, mas vamos separar: a figura do primeiro-ministro [Benjamin Netanyahu] não representa necessariamente o pensamento judaico, que é altamente humanista e solidário”, afirmou.
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O senador disse que sua posição religiosa e pessoal não se confunde com a condução da política externa israelense e citou sua vivência familiar ao tratar do tema.

“Sou judeu, minha esposa é cristã, católica, mas adora ir para Israel, porque, na verdade, Cristo pregou lá. Agora, não vou misturar o meu judaísmo, a minha filosofia de vida e o meu humanismo com a política externa do atual primeiro-ministro de Israel, que eu acho desastrosa”, declarou.

Wagner afirmou que discorda da condução da guerra e defendeu a busca por soluções por meio do diálogo diplomático.

“Eu acho que toda guerra é um sinal de insanidade. Eu acho que nós temos diplomacia, cabeça para pensar e boca para falar para a gente negociar e chegar a uma solução. Eu condeno essa guerra”, disse.

Risco do antissemitismo

O parlamentar também afirmou que a política conduzida por Netanyahu não é consenso dentro de Israel e mencionou divergências internas entre cidadãos israelenses.

“Metade do povo judeu que mora em Israel também condena a política externa do Netanyahu. Ele não é unanimidade. Nós já tivemos figuras como Itzhak Rabin [israelense que defendia a pacificação com a Palestina], que ganhou Prêmio Nobel da Paz e acabou assassinado por um [judeu] fanático”, afirmou.

Ao tratar das críticas ao governo de Israel, Wagner disse que é necessário separar posicionamentos políticos de manifestações discriminatórias.

O que eu acho errado é que muita gente que condena o Netanyahu resvala num antissemitismo, que também acho equivocado. Assim como sou judeu e não sou obrigado a concordar com o Netanyahu, quem discorda dele tem que tomar o cuidado de, ao fazer a crítica de um governo, não estimule o antissemitismo”, declarou.

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