Paulo Cappelli

Deputado pede apuração sobre grupo empresarial ligado à família de governadora

Representação ao TCE-PE pede apuração sobre supostas falhas na fiscalização do transporte intermunicipal gerido pelo pai de Raquel Lyra

atualizado

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Marina Torres/DP
Contrato do governo Raquel Lyra foi parar no STF
1 de 1 Contrato do governo Raquel Lyra foi parar no STF - Foto: Marina Torres/DP

O deputado estadual Romero Albuquerque (União Brasil-PE) protocolou uma representação no Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco (TCE-PE) solicitando a apuração de supostas irregularidades na prestação do serviço de transporte intermunicipal de passageiros pela empresa Logo Caruaruense, apontada pelo parlamentar como vinculada à família da governadora Raquel Lyra (PSD).

No ofício encaminhado ao órgão de controle, Albuquerque sustenta que a empresa “opera desde 2022 com vistorias vencidas, apesar de se tratar de atividade sujeita à fiscalização direta do Governo do Estado de Pernambuco”. A representação foi apresentada após reportagens publicadas pela coluna Grande Angular, assinada por Lilian Tahan e Isadora Teixeira, que foram anexadas ao pedido.

Segundo o parlamentar, registros societários indicam que a Logo Caruaruense integra um grupo empresarial de caráter familiar liderado pelo ex-governador João Lyra Neto, pai da atual governadora. Na representação, Albuquerque aponta que Raquel Lyra “figurou como sócia formal da empresa até 2018, quando transferiu integralmente suas cotas ao genitor”, e que sua mãe, Mércia Lyra, e sua irmã, Nara Lyra, constam como integrantes do quadro societário.

O deputado afirma ainda que, de acordo com a legislação estadual, “a fiscalização do transporte intermunicipal compete exclusivamente ao Poder Executivo Estadual”, atualmente chefiado pela ex-sócia da empresa. Mesmo assim, sustenta que a Logo Caruaruense “permanece operando com vistorias vencidas desde 2022”.

Na avaliação apresentada ao TCE, Albuquerque atribui relevância não apenas às supostas irregularidades apontadas, mas também à atuação do Poder Executivo na fiscalização do serviço. Segundo ele, “já que é da família, não fiscaliza”, acrescentando que a situação, em sua visão, “fere a moralidade, a legalidade e o respeito com o povo pernambucano”.

A representação menciona ainda a existência de “registros visuais de veículos sucateados, pneus em condições inadequadas e equipamentos de segurança inoperantes”, conforme descrito nas reportagens anexadas ao documento.

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