PGR nega SmartTV a Bolsonaro por risco de acesso a redes sociais
Parecer ao STF aponta que conexão à internet inviabiliza controle sobre comunicações durante a execução penal

A Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifestou contra o pedido feito pela defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro para ter acesso a uma Smart TV durante o cumprimento da execução penal, ao avaliar que o equipamento, por permitir conexão à internet, inviabiliza o controle sobre o acesso a redes sociais e a comunicação com terceiros.
Ao tratar especificamente do pedido de Smart TV, a PGR concluiu que a possibilidade de acesso permanente à internet por meio do equipamento impediria a fiscalização efetiva do cumprimento dessas determinações.

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Ver todasNo trecho em que rejeita o pedido, a PGR registra que, “quanto ao pedido de acesso a aparelho de Smart TV, a medida não se afigura razoável”, pois “a conexão permanente à rede mundial de computadores inviabilizaria o controle sobre as proibições de acesso a redes sociais e a comunicação com terceiros não autorizados”.
A Procuradoria, no entanto, admite a possibilidade de acesso à televisão por assinatura, desde que restrita a canais sem interação e condicionada à viabilidade logística da unidade prisional.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesA PGR também registra que, em caso de eventual autorização para esse tipo de acesso, todos os custos deverão ser arcados pelo próprio sentenciado, sem ônus para o Estado.




